Monday, December 19, 2011
These Three Remain
1 Coríntios 13:4, 7, 12-13
Thursday, December 15, 2011
In Your Arms, At Home.
Tuesday, December 13, 2011
December 4th
Foi há exatamente um ano atrás. Estava eu diante de uma situação ruim, aonde eu não conseguia mais ver sentido em tudo isso aqui. Era um sábado não tão quente, estava indo fazer prova. Isso, pouco mais de sete horas da manhã. A única vontade que eu tinha, a todo instante, era a de chorar e me trancar num lugar afastado, mas não podia, então segui com o meu dia.
Nesse dia, sairia com um irmão meu. Além dele, também iriam duas amigas, sendo que uma delas eu não conhecia. Mal imaginava o que um simples "rolê com os amigos" me traria. Fiz a prova, esperei dar o horário para sair, e fui. Chegamos no horário, e elas, com um pequeno atraso.
Fomos ao parque, e foi ali que eu descobri que minha vida mudaria. Pouco mais de quatro, cinco horas da tarde, meu coração foi batendo mais rápido do que o normal. Mais tarde, já longe dali, na casa de outro irmão meu, meu coração correu. Correu tanto que eu nem vi pra onde ele tinha ido. Não, vi sim. Foi em direção a ela. E não mudou de direção.
Desde a primeira vez que entrelaçou seu braço no meu, a primeira vez que colocou a mão no meu coração, o primeiro beijo nosso, fui confirmando o que eu pensava: minha vida iria, realmente, mudar. E de fato, assim se fez. Os dias passaram, e foram exatamente dezoito, até que eu a encontrasse novamente. Terminou o ano, o que eu sentia aumentou.
O ano seguiu seu curso, meu coração permaneceu na mesma estrada. Intempéries deram as caras, bem como nasceram flores. E o caminho, com retas, curvas, subidas e descidas, continuou com o mesmo destino, e o mesmo viajante. Passaram-se meses, o viajante quase se perdeu, mas continuou na mesma direção, determinado a não desistir.
E assim fiz. Não desisti, não consegui. Vai um "não quis", também. Um dia transformou a minha vida, e seus posteriores trezentos e sessenta e quatro me manteram com o mesmo coração. Intacto, e em expansão. Culpa dela, sabe? O que encontrei em uma tarde de sábado é tão grande em mim que determinei que não poderia perder. O que apareceu pra mim é único, é raríssimo. É último, é grande demais. Não vejo meu futuro sem o que encontrei, e quando o que encontrei é referente a ela, declaro que não pararei de lutar.
O amor que possuo é uno, insubstituível. Me aquece no frio, me sorri quando preciso. Sem ela, não sou de verdade. Sou um produto incompleto, sem-graça, sem mim. Quero seu braço entrelaçado no meu, meu abraço conectado ao seu, seu olhar dedicado ao meu. Seu eu sendo meu, meu eu sendo seu. O universo que possuo num coração bobo, bobo por ti, é seu. Preciso de você, e você precisa de mim. Olhe em volta: temos uma ligação verdadeira e forte - é nosso. Não deixo isso morrer, não, não mesmo.
Estamos em outro quatro de dezembro, e, bem, parece que estamos no mesmo lugar. Nós gostamos daqui, não é? Nos precisamos, com certeza, e não é pouco, já que sempre nos encontramos, em qualquer lugar, lar, horário, data, circunstância: percebeu o quanto nós somos nós? Não abro mão de você, não abro mão do meu amor, nem do seu. Nem da sensação de tocar seu rosto e seus cabelos, ou de parar para viajar nos seus olhos e seu sorriso. O jeito que olho pra você, é, desculpa o egoísmo, a coisa mais pura que alguém poderia te fazer. Transmito a minha verdade, a grandeza que está em mim, através do meu olhar, e você sabe de tudo isso. Sabe, sei que sabe.
Parece que de alguma forma eu encontrei um jeito de me perder em você. Alguma, não. Algumas... muitas. E todas essas muitas formas me mantém com o mesmo pensamento e com o mesmo coração: me perco em você; de você, não. Um ano tendo um anjo comigo. O meu anjo. E ninguém vai me roubar, que Deus sempre me dê forças para continuar assim. Quero ser o seu anjo, meu anjo. E além disso, seu melhor amigo, seu companheiro; preencher seus vazios, bem como você preenche os meus. Falta muito de mim quando estou sem você, e, bem, eu lembro quando eu disse que eu não sou nada sem você. Você também lembra, tenho certeza.
De quatro de dezembro à quatro de dezembro, que venha outro. E você, bem aqui, comigo. Para apagarmos as velinhas de nossos dois anos, com carinho, com amor crescente, com tudo. Torço muito por isso, não sei se tem ideia. Eu te amo muito, você tem noção? Não importa que você tenha defeitos, eu também tenho, e vários. Gostar é muito fácil, só se gosta das qualidades, e eu te amo, amo as qualidades e os defeitos. Somos muito mais do que cabe nas minhas ideias e muito mais do que cabe nas suas. Somos a brisa em um dia quente. Somos nós.
Quando penso em nós, vejo a ideia de "que seja doce" bem representada. Cabe a nós deixarmos que seja, e não há meios de não ser. Somos amor puro, somos verdade. E falta pouco para que sejamos eternidade.
Sunday, December 11, 2011
Not Only Today. Everyday.
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir...
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa.
Pra esquecer os meus anseios
e dormir em paz."
Friday, December 09, 2011
Giant Enough To Hide
And, you know: I feel a lotta things, and one of them is you. No surprises, right? I think so.
But everyone might not know that the feeling has never gone away.
I tried to make it go, but its greatness prevented me to do it. And also my will. I never wanted to let it go, so I didn't allow.
I'd never kill what I want the most to be alive.
You know, I love you. It's a lotta love inside one heart.
Truth And Maybe Cliche
Soa como um clichê, mas é essa a verdade.
Eu sou assim, você sabe bem.
E sou assim com você, e mais ninguém.
Wednesday, December 07, 2011
Completely Locked Inside
Não aceitam o público
Têm medo dele, quem sabe.
E às voltas desse medo incerto, trilhões de certezas
Nada em dúvida.
O silêncio é protetor
Diz tudo, grita tudo
E sem o mínimo som.
E há quem diga que é melhor assim
Que eu não mostre nada
Ou praticamente nada
Que passa por mim.
Wednesday, November 02, 2011
More Than You'll Ever Know
Palavras bonitas, sempre gostei de dizer todas elas a ti. Todo tipo de palavra bonita, as simples, as pouco usadas, as estrangeiras. Sempre gostei do seu sorriso ao ouvi-las, digo, sempre gostei do seu sorriso vindo na minha direção. Vem para mim como um vento fresco num dia quente, ou como o cheiro das rosas. É tão bonito o seu sorriso, nunca duvide disso. Não tenho condições nem capacidade de mentir para e sobre ti, não mereceria ser gente se eu o fizesse.
Ser gente, ser vivo. Você faz com que eu me sinta assim, acho que faz ideia. E tão bem assim eu acordo todos os dias, cada um com mais vontade de viver, com mais vontade de te ver, com mais vontade de ti. Não hei de querer substituir-te por qualquer outra coisa, não há e não haverá um motivo. Entenda, você é o oxigênio e eu sou o fogo. Não há fogo sem oxigênio, logo, não seja o elemento que falta para a minha existência. Não queira ser, não me deixe ter medo de deixar de existir.
Estou sempre há sua espera, e quando você vem, é como o dia que nasce. O nascer do dia, tão bonito, tão gostoso. Tranquilo, calmo... é exatamente como eu fico quando você está aqui. Tão bem, eu não preciso de mais nada. Não, preciso sim. Preciso do tempo eterno, do tempo parado, qualquer coisa que tenha a função de te deixar comigo para sempre. Mas o tempo não é nosso amigo, ele corre quando você vem. Ele finge que não sabe andar quando você vai. E quando você não está mais, aí é que ele brinca mesmo. Dá dois passos para frente e cinco para trás. E faz doer...
Doer... é o que acontece quando você não está. Dói, dói bastante. Saudade que mata me deixando bem vivo. A dor da saudade é boa enquanto ainda tenho você. Faz o calor existir a cada encontro, a cada carinho, a cada dia dedicando meu amor à você. Mas ainda prefiro que esteja comigo - é, não tem como preferir o contrário - e não vá, nunca. Se ousar ir, eu volto para te buscar. Não brinque de fugir, eu posso acreditar e me machucar à toa. Fique e vamos brincar juntos, é bem melhor e não dói. Vamos manter os sorrisos radiantes, os sorrisos que começam em Portugal e terminam na Rússia. Vamos manter.
Mantenha-se sendo meu oxigênio, eu prometo manter-me aquecendo-te. Continuarei respirando a tua vida, sentindo-me vivo. Não sei se tem noção do que faz comigo. És a minha vida e minha motivação. És o campo bonito dentro do meu coração. És tudo e mais um pouco. E, sim, o - finalmente - amor da minha vida.
Nunca duvide do quanto eu amo você.
Saturday, October 29, 2011
Between The Chaos and Nothingness
Importa? Não importa? Tanto faz. Me perdi tentando me encontrar. Não achei nada, a não ser um grande declínio em tudo aquilo que eu era. Me foquei demais na mesma coisa e todo o resto ficou desfocado. Agora tenho que enxergar tudo de novo em pouco tempo. O tempo corre e não vai esperar por mim.
O planeta gira assim como aquela sala, toda enigmática, como as coisas que estavam na minha cabeça. No meu coração, toda a poeira e todos os pedaços daquele castelo que construí com o maior carinho. Todo o silêncio e toda a névoa que ali preponderava aterrorizava qualquer coisa que tentasse ali entrar. O fogo se foi, assim como todas as flores de todos os jardins, e quão belos eram todos aqueles jardins. Aquele aroma das mais belas flores eram propriedade privada. Bem dito, eram. Hoje elas nem existem mais. Nada existe.
O cheiro de queimado e toda a sujeira espalhada pelo chão traz o cenário menos interessante para qualquer coisa. É tão atípico deixar um lugar que fora tão bonito outrora de uma forma tão deplorável. Mas se nada ganhou com um lugar bonito, então não faz diferença o jeito em que está. A faca que perfura a pele e perfura a mente não muda nada em relação a frieza de todo o local. Qual a vantagem de cuidar de um lugar que nunca se mantém vivo? Um lugar que ninguém quer cuidar? Nenhuma.
O seu mundo não faz sentindo nenhum, os seus planos fracassaram, tudo terminou do jeito mais difícil. O único jeito de sair do buraco que já se fechou é forçar a terra pra cima, com a ajuda de algo que a molhe. A chuva, quem sabe. A chuva para lavar o chão de todas as cinzas e toda a sujeira do chão. A chuva para lavar a alma. A chuva para amolecer a terra que prende. E, quem sabe, alguém para cuidar dos novos jardins que virão.
Wednesday, October 26, 2011
Earthquake Lost In Logic
Essa mentalidade não é usual
É um novo dia
Ninguém esperou por esse novo dia
"Novo", não tão novo
Já foi visto
E todas as coisas que a sua mente diz
Fazem sentido de forma devastadora
Para que não haja sentido
Não haja nem isso, nem aquilo
Para que haja vontade
Para que não haja alguma coisa
Nem sentido pra isso
Nem lógica pra aquilo
O preenchimento está no lugar errado
Ou no lugar certo
Ou não há preenchimento
Mas há falta
Muita falta
E nem se imagina a reposição
Porque é inimaginável.
Saturday, October 22, 2011
Once I Hold On
Agora me diz, por que as coisas ficaram tão difíceis? Não ganho nada com uma mente que se perde o tempo todo no passado, com as coisas boas e também com as ruins. Mas também não sei quais são as piores. As boas me colocam no desespero, as ruins me afogam no ódio de viver. O que foi que eu fiz comigo, o quê? Só queria poder viver uma felicidade, quieto, em paz - mas essa felicidade, compartilhada, e eu não preciso ser mais óbvio do que isso.
Outra coisa, também não estou preocupado com a beleza desse texto. Sei lá, só queria falar um pouco, sem saber se eu organizei as palavras ou não. Ah, vou falar uma coisa pra vocês: consegui sonhar de novo esses dias, mas já passou, não durou muito. Meu sonho me desesperou e eu fiz o que eu não deveria, e, outra vez, só tenho nuvens negras aqui. Queria poder acreditar. Queria a minha paz, que é melhor não citar aqui.
Meu ânimo tem sido algo raro. Acho que sei qual foi o último momento em que eu realmente me senti bem. Depois, não mais. Tanto faz, também. Não muda nada reclamar, não muda nada querer, não muda nada sonhar. Nem agir, é, nem agir mudou. O que eu faço, então? Quero fugir daqui, não aguento mais essa raiva das coisas que aconteceram, não aguento mais a saudade das coisas maravilhosas que me aconteceram, não aguento mais estar incompleto.
Por que, por que, por quê? É complexo demais. Por que é dessa forma? Por que é tão difícil? Por que aceitar é tão caro? Por que se permitir é tão absurdo? Por quê?
Por favor meu Deus, melhora a minha vida, eu não sei mais como fazer isso.
I know I'll never go home again
I need a little more but I will take what I can get
I promise you everything... everything
Just don't forget me in the end"
Thursday, October 20, 2011
Totally Wasted
Não tive controle das minhas palavras
Nem das boas, nem das ruins
Concluí, então, que o problema é inconclusivo
Porque eu tentei, de todas as maneiras
Diante de todas as temporadas
Entre os sorrisos, os desesperos, as agonias e as dores
Entre o verão, o outono, o inverno e a primavera
Mas não, não, as portas se fecharam
E esta sala escura e vazia, esta, esta é a minha
Não tenho medo
Porém não tenho esperança
Tenho coragem
Mas meu cansaço não descansa
O tempo não espera
Não esperou a mim
E também não esperarei que o tempo mude
Porque a história se repete, sempre
Nas mesmas linhas frias e vazias
Cheias de um terror chamado desesperança
E eu não sei o que fazer aqui
Porque o futuro, bem, o futuro
não é mais como era antigamente.
Sunday, October 16, 2011
What I Could
Eu poderia dizer que te amo
Eu poderia dizer que sinto a sua falta
Eu poderia dizer que as coisas estão sem sentido
Eu poderia dizer tanta coisa
Eu poderia, poderia sim
Mas não passaria de um loop ridículo "te quero-volta pra mim"
Aonde seu "não" me daria ódio de viver por ter que reconstruir tudo
E também por nunca ter ouvido um pedido igual, ou ao menos para que eu ficasse
Então eu cansei
Cansei do meu ridículo
Cansei de acreditar;
de ter que reconstruir;
de ter que esperar;
de ter que mudar;
Concluo, então, que eu não poderia
Sem resultado, eu não poderia
Mas eu poderia uma coisa:
Ficar quieto.
Saturday, October 15, 2011
Monday, October 10, 2011
Förlorad
Life is made by choices, isn't it?
Thursday, October 06, 2011
Tuesday, October 04, 2011
E065
Não é ruim, mas é bom tomar cuidado, sempre.
Saturday, October 01, 2011
Every nothing.
Thursday, September 29, 2011
Något saknas.
Tuesday, September 27, 2011
Thursday, September 22, 2011
E062
Monday, September 19, 2011
E059
Eu sinto raiva quando analiso todos os fatos. É tanta raiva que não sei de onde surge tanto espaço pra isso.
Sunday, September 18, 2011
E058
Estou cansado de cair.
Estou cansado de levantar.
Estou cansado de promessas.
Estou cansado de "nunca vou te deixar" e no final isso acontecer.
Estou cansado de desistirem de mim.
Estou cansado de tudo dar errado o tempo todo.
Estou cansado de estar aqui.
As Train Goes By
Um trem passa. Três papéis caem ao lado do meu pé. Quatro horas da tarde. Pouco movimento. E nada.
As portas fecham, o trem parte. Deixa a estação, corre para a próxima estação. Não é possível ver onde ela está. Ao redor, prédios novos, velhos, abandonados. Um desenho de um anjo. Trens abandonados. Tudo calmo, a visão não agrada. Nada agrada. Se o tempo passa, se não, tanto faz.
Por favor, desembarque nesta estação. Entra em um novo trem. Aquela velha sensação desconfortável. Outro trem demora a passar. O barulho não fala mais alto que sua mente. É inútil tentar, pra falar a verdade. A baixa velocidade agora bate com seus passos. Tudo aquilo que o som dos truques tentava abafar se fortalece e tenta dominar. E não desiste.
O trem desacelera. Nova estação ou novo empecilho para prosseguir viagem? O trem volta a acelerar...
Mas falha, e para.
Saturday, September 17, 2011
I'm giving up.
Acho que eu não preciso de mais provas de que ninguém vai entregar o coração pra mim. Ninguém.
Outra coisa que eu entendi: desisto de ser feliz, eu vi que não vou ser.
Aftermath
Olha só quem é que volta pra sua escuridão: alguém que já a conhece bem. É inutil tentar sair. É inútil tentar ficar. Desnecessário acreditar. Acreditei e caí. Meu lugar é nesse escuro, é nessa poeira. Minha raiva por mim engole toda a minha alma e a esperança em qualquer coisa morre. Antes que se tirem conclusões, eu digo: estou morto por mais uma vez.
Surpresas são tão desagradáveis, foi o caso desta. Impressionante o preço da sua segurança. Não vale a pena acreditar em algo, dá sempre na mesma. Não tenho motivo algum pra confiar em qualquer coisa. Nem mesmo em mim. Minha confiança traiu a minha mente, traiu o meu coração, e agora vai trair a minha vitória. Já sabia. Estava muito bem, eu tinha que cair... mais uma vez.
Não consigo me sentir seguro. Não posso me sentir seguro. Quando me tranquilizo e tiro a paranóia de cena, eu apanho da vida do jeito mais frio. A vida me enoja, cansei de estar aqui. Quero não mover um dedo pra vencer, mas se movendo todo o meu esforço eu ainda fracasso, imagina sem fazer algo? Quero algo que me faça acreditar em tudo outra vez. Quero algo que faça a minha vida ter emoção. Quero não cair. Não quero decepção. Só quero ficar bem, mais uma vez.
Só quero que alguém me tire desse inferno, eu não tenho condições de sair sozinho.
Friday, September 16, 2011
E056
Thursday, September 15, 2011
Immer Lieben; Immer Gewinner.
Que não exista o desejo de vingança
Que nunca se perca na memória
Que sempre se persiga a vitória
Que se afaste da morte
Que se aproxime da sorte
Que seja saciada sua carência
Que nunca se use da violência
Que precise sempre de amor
Sem que precise implorar
Que receba amor
De quem não se importe em dar
Que haja sempre calor,
Que haja sempre amor.
To Protect Myself
Um pouco mais de sorriso, um pouco mais de gentileza. Humor melhor, um bom dia. Acho que vem correndo um pouco de calor no meu sangue. Estive muito frio por tempos, devido à mortes que sobrevivi porque não havia outra opção. Mas não adianta viver deixando a morte beirar a minha vida. Tenho que estar vivo, bem vivo, sempre. Tenho que fazer a minha vida movimentar. Não existe emoção por parte de um morto. Então, vivo, meu mundo sempre terá cores, sempre terá vida, sempre terá emoção. Odeio frio, então não quero frieza. Quero calor, pra mim, pra você, pra nós, pra todo mundo. I'll work for that, to protect myself.
Monday, September 12, 2011
E054
Sunday, September 11, 2011
Thursday, September 08, 2011
E050
Somewhere I Am
Lembro-me de ter planejado tanta coisa. Essas tantas coisas se tornaram em tantos desaparecimentos. Planejamentos desde o o restaurante que iríamos na noite seguinte até a parede do quarto das crianças. Mas de planejamentos essas coisas não passaram. Planos e sonhos foram enterrados, a esperança em qualquer coisa tirou férias e não voltou. Não sei onde estiveram meus erros. Pode ter sido fazer demais, pode ter sido planejar mais do que deveria. Não, não pode ser. Nunca fiz mais do que a maioria, no fundo, quer. Me dei o direito de querer. Acontece que eu nunca estive nos sonhos de quem eu um dia planejei algo. Nunca fui a esperança. Nunca fui motivo principal - ou notável - de felicidade. Não sei se ainda sou o que um dia fui. Acho que eu já fui muito, hoje eu nem me reconheço. Deixei de me importar com tanta coisa, deixei de ser altruísta. Sempre quis me importar menos, fazer menos. Mas com isso, aprendi que eu gosto de me importar, que eu gosto do jeito que eu já fui. Pena que não existe posição segura. A frieza que corre em mim é uma até então desconhecida. Sinto falta de planejar, sinto falta de sonhar, sinto falta de esperar. Mas esse ceticismo que está em mim não planeja sair, e eu não sei se devo planejar a minha volta a mim mesmo.
E049
Sunday, September 04, 2011
E047
- Aquele sorriso que eu olharia por horas e horas. Aquela voz meiga que me faz sorrir feito bobo. Aqueles olhos castanhos que ficam esverdeados na claridade. Aquelas mãos macias e menores que as minhas. Aquele beijo viciante e o carinho que só ela sabe dar…
- Espera aí. Tá falando do que cara?
- Das sete maravilhas do meu mundo.”
Saturday, September 03, 2011
Wednesday, August 31, 2011
E042
Eu pago com a minha vida por morar nessa desgraça de extremo sul.
Tuesday, August 30, 2011
Sunday, August 28, 2011
Saturday, August 27, 2011
Behind the dust
Parece que estou sozinho em todos os lugares. As coisas estão tão mudadas, as palavras não são mais as mesmas. A relação trem-trilho e pneu-rua-ônibus marcam o meu desgaste. Os cadernos, cheios de fórmulas, de traços, de garranchos por culpa de um dedo machucado, são coisas padrões e silenciosas. Um metro e meio, quatrocentos e setenta e sete quilometros. Um texto de cento e dois caracteres para uma pessoa. A resposta com cinquenta e três, duas horas e meia depois. Oi.; oi!; oi!; - fim.
São sete horas e vinte e três minutos. Adiou a sua salvação para o dia - o dia acabou. As palavras rabiscadas na folha passam a ser mortas, esperando pelo próximo dia, ou só a sua cama para dormir; sair dali tá ótimo. Pouco a pouco você vai perdendo o que tinha. São novos contatos, são novos ladrões, e você fica largado ali na cadeira mais distante. "Para sempre" - para sempre o quê? Distância e derrota, escuridão e silêncio? O silêncio é trocado por um som que adentra apenas o seu ouvido.
As mais de cento e quarenta batidas por minuto sincronizam com a velocidade dos pensamentos. Paranoia, estranhamento. A sensação de que existem demônios, escuridão e mal estão procurando um espaço aberto para atacar. A memória acorda. Sua mente começa a conversa. "Onde você está se sentindo bem, meu filho? O que é que você acha que perdeu?"; "Tá vendo a felicidade dela? Tá vendo a felicidade deles? Eu vejo a sua, também. E a dela? Sabe bem de todas as pessoas que eu falei por trás desses pronomes, não sabe?" - não deveria responder, mas sempre responde. Nada, nem ninguém, devem ficar sem resposta. Mas isso te confunde e te silencia cada vez mais, te prende na sua intolerância, no seu medo.
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, como disse Heráclito. Tudo em sua constante mudança, que em maioria, se passa despercebida. Muitas vezes, também, a mudança é irrelevante, que dá até pra chamar de igual. Mas reações abruptas existem, e por vezes, todas resolvem se manifestar. O "para sempre" sempre termina, o "nunca mais" nunca se cumpre. Seus labirintos possuem paredes altas, impossíveis de escalar. Labirintos são desagradáveis. Se sente em um? Ou então, se sente fora de qualquer proridade? É, é. Tão longe, não importa o quão perto? Peraí, está invertido. Está certo? Pode ser, nada é imutável, isso muda também.
Sonhos também são mutáveis, e são mais fáceis de lidar quando não existe sequer um deles. Ou existem, e estão sentados cada um em uma cadeira... cada cadeira posicionada tão distante quanto a que você senta, todos os dias, depois das sete horas da manhã, ou a cadeira em que se senta dentro de sua mente, inquieta, perturbada.
Wednesday, August 24, 2011
E038
Tuesday, August 23, 2011
Monday, August 22, 2011
Saturday, August 20, 2011
What's the point?
E031
Wednesday, August 17, 2011
Tuesday, August 16, 2011
E027
I hate living so far away from everyone.
Saturday, August 13, 2011
E026
E025
So prepare for the future - I
Joguei todas as minhas idéias de curso na faculdade em uma caixa. Administração, Publicidade e Jornalismo. Procurei por outra caixa, uma que possuia todos os cursos existentes. Pensei seriamente em um curso em especial, e gostei da ideia. O engraçado é que não tem nada a ver com os três que joguei na minha caixa.
Depois, parei pra pensar na minha falta de vontade em relação ao Ensino Superior e ao trabalho em um escritório. Para com esses sonhos esportivos e musicais, Daniel. Meu maior sonho de jogar futebol já foi pro ralo. Tenho quase 16 anos, não dá mais tempo. Pensei em mexer com música também, ser um DJ de Hardcore. Esquece. Então decidi que vou estudar mais, e então ganhar a vida graças à isso.
Pensei, então, em tentar uma grande universidade. Por que não tentar a USP e ter algo tão grande no curriculum? Por que não pegar um foguete em direção à vitória? E depois, que tal uma pós-graduação? Fechar com chave-de-ouro, e depois ter um salário-de-ouro. E fazendo o que eu potencialmente gostaria. Seria outra parte aberta da minha vida que seria muito bem fechada.
Tenho mais quinze meses pra decidir o que quero fazer. Em dezembro do ano que vem já preciso estar decidido. Pelo menos uma decisão eu já tomei: não quero estudar no interior, não aguento cidade pequena e sem movimento. Amo a minha verdadeira metrópole, a cidade de São Paulo. A partir daqui, me preparo para a minha vida.
"So prepare for the future", né?
Thursday, August 11, 2011
Wednesday, August 10, 2011
Sunday, August 07, 2011
Saturday, August 06, 2011
The Strongest Who Survived
Feliz sou onde estou, é o que penso, é o que sinto. Quem é que vai me provar o contrário? Alguém? Quem? Ninguém. Isso vai além das opiniões e pressentimentos. Eu lutei para estar aqui, eu sofri nessa luta, eu caí nas batalhas pra aprender a vencer a guerra. Boa sorte pra quem quiser tentar provar o contrário, porque vai fracassar de qualquer forma.
Por que eu lutei tanto? Simples. Coisa valiosa não pode ser descartada. Ainda mais algo que tem um brilho tão intenso. Quiseram apagar a chama, mas a cada assopro e balde d'água, a chama se intensificava e crescia. Ninguém pode derrubar um colosso com a mão, e nem um arranha-céu com pedaços de giz.
Rabisquei o meu caderno e marquei os dias negros. Joguei o caderno no meio da bagunça e o esqueci. Eu esqueci, então não quero que qualquer ser-humano dessa Terra o abra, arranque uma folha e coloque na minha frente. Meu nome não é museu, portanto, me deixem longe do que se foi.
Aqui, eu, ela, nós. Mais ninguém, sem interferência. Um abraço, um laço, dois passos em frente. Não vou parar de andar. Não soltarei minha mão da mão dela. O caminho é nosso, e é infinito. Deus nos deu a luz que ninguém vai tirar, e eu agradeço todos os dias por isso.
Meu amor, eu nunca vi um tempo tão bonito depois de uma tempestade.
E020
Thursday, August 04, 2011
Tuesday, August 02, 2011
Monday, August 01, 2011
Sunday, July 31, 2011
E012
Você nunca vai ler essa merda, mas foda-se.
E011
E009
Saturday, July 30, 2011
E003
Go home hurts. Miss you after that too. I wish I could live at least next to you whilst we are young and can't live together. But one day we will. One day I'll open the door of my house and go running to your arms. It will be amazing.
Friday, July 29, 2011
Untitled
ㅤㅤㅤㅤ
E001
Wednesday, July 20, 2011
Through the Death
Os rios secam, os mares param. A vida vai embora, os pássaros são silenciados. Os anjos não te olham, as paredes caem. Rochas bloqueiam o seu caminho, o silêncio predomina. Nem gritos você ouve, o vento é calmo. Dia nublado, céu cinza. Sem graça, sem movimento. Nem o mais agoniante grito, nem o mais trancado silêncio, nada, nada faria diferença ali. Nada.
O sol deixa de existir. Ou não. Quem é que realmente sabe? Um dia ele brilhou, brilhou forte. Mas o sol precisa dar lugar para a Lua durante a noite. A noite caiu, a Lua não veio. Nem a Lua, nem as estrelas. Apenas monstros que devastavam sua fortaleza, que manchavam com sangue o seu caminho. O que é o sol, agora? Quando o sol se mostrará mais presente que estas nuvens cinzentas em sem graça?
Sinto falta do céu. Aquele com um sol com um brilho forte, poucas nuvens brancas, e predominância do azul. Aquela vida, aquele doce som dos pássaros. Aquele tudo. Dias bonitos acabam. Você vê que as nuvens não abrirão espaço. Elas são trancadas, fortalecidas por má vontade. Bobagem esperar por um dia bonito, porque isso determina grande espera; espera eterna. Quem é que sabe?
O convívio com as flores escuras e mortas já é normal. Não parece mais ser algo diferente, parece normal. É tudo igual, é tudo morto. É tudo sem vida. Precisa mesmo se importar com todas estas coisas mortas? É bobagem, já que são tão comuns aos seus dias. Não adianta tentar plantar novas flores, elas não crescerão. Se crescerem, morrerão. É uma questão de normalidade... é morto, é triste, é frio... mas é normal.
Tuesday, July 12, 2011
Fuck this shit
É ridículo, esse texto é ridículo. É fora do normal. Foda-se, eu não quero saber das minhas histórias de terror. Eu não quero saber de regras, de padrões, de todo o caralho. Eu não tô nem aí, essa porra desse blog é confuso o tempo todo, então não importa como vai ser esse texto. Não importa se vai ter sentido ou não, não importa nada.
É patético o que eu sou. É patética a forma em que eu me olho.
Vai tomar no cu.
Spawning Vats
A sua linda decoração de vidro e sangue no chão lhe impedem de se mover; a sensação de aproximação vai embora. Lá fora, a chuva. Dentro, o silêncio. Por pouco, muito pouco. Ao tempo em que tentou olhar pro lado, um vulto passou em outra direção. Uma mão segurou o seu pescoço, e outra segurou a sua boca. Mesmo se debatendo, e nada conseguiu além de encurralar a agonia.
Ao passo da chuva que caia mais forte, o terror também ganhava força. Mostrava seu poder naquela escuridão, naquele cárcere. A agonia instalava-se em seu corpo, a lua se escondia. Lua vermelha, chuva forte, terror dominante. O que era tudo aquilo? Por que era tudo aquilo? Ouve-se uma cadeira sendo puxada, ouve-se mais passos na escada, enquanto mantinha-se preso àquelas mãos que prendiam seus gritos misturados com litros de agonia.
Querida agonia, apenas vá embora. Não permaneça até o fim - mas permaneceu. A porta se abre novamente, e sem demora, mais mãos vão ao seu encontro, e te jogam contra a parede. A cadeira cai, e não há lugar para se apoiar. Mas todas aquelas mãos resolvem te soltar, e devastam o que ainda estava intacto; a chuva para. E então a janela se abre sem qualquer força humana...
Mas aparece um rosto na janela...
Sunday, July 10, 2011
Halls of the Damned
De poços escuros sobem aqueles que são o pior. Aqueles que seguram o seu pé e te derrubam. Nunca resolveu tentar correr, não funcionará sua tentativa de escapar, eles te acharam nova mente. A lua se esconde atrás de nuvens, a escuridão domina a sua noite. As luzes fraquejam e vultos passam por suas costas. Suas mãos congelam, sua parede recebe tinta negra, a lâmpada se desprende do teto, os cacos ficam no chão, você está encurralado.
Ouve gritos do outro lado da parede, vê a maçaneta da porta se mexer. Nenhuma mão está nela, nem do lado de dentro, nem do lado de fora. Ela se mexe sozinha, e bate na parede com uma força desconhecida. A lua volta para iluminar, ela está vermelha, ela derrama vinho em sua noite. Aproveite os gritos de uma noite tão bonita, aproveite os pedaços espalhados pelo chão decorado com vidro.
Não arrisque abrir a sua janela. Está muito tarde, você não sabe o que espera do lado de fora. Você ouve batidas fortes naquela madeira nova que te separa da luz vermelha da lua. Enxerga um rosto vazio, sem forma, somente alguns passos de você. Escuta passos e sente algo vindo em sua direção, atrás de você, uma parede, de preto para vermelho, vermelho de sangue, aos lados, vidro, você não tem pra onde correr.
E então um som de trovão - a chuva começa a cair lá fora...
Saturday, July 09, 2011
Wish
Posso te amar enquanto cativo
Posso te amar enquanto venho
Posso te amar enquanto vivo
Não posso querer-te se não a sinto
Não posso querer-te enquanto não lhe abraço
Não posso querer-te sem você ao redor
Não posso querer-te enquanto não está em meu espaço
Queria amar-te sem universo
Queria amar-te sobre o verso
Queria amar-te inconsciente
Queria amar-te livremente
Desejei que me livrasse
Desejei que em capítulo, me colocasse
Desejei que em título, eu estivesse
Desejei que ao olhar-me, viria sorriso à sua face
Desejei que em demasia, me amasse.
Tuesday, July 05, 2011
From The Bottom to the Top
Os dias de hoje são inteiramente novos, são bonitos, e também, inesperados. Não faz muito tempo, só quatro meses. Eu criava em minha mente que eu havia conseguido vencer fantasmas e dali pra frente tudo ficaria bem. Grande engano. Fiz algo que não deveria ter feito. Errei acertando. Por que eu fiquei, enquanto você só se afastava? Mesmo assim, eu criava a eternidade, eu vivia o sempre. O futuro era único - o que eu havia criado seria mantido pro resto da vida -, ah, grande ingenuidade.
Dois meses depois, vivi um dos maiores infernos que a minha vida proporcionou. Estava tão estampado no meu rosto que quase todos os meus professores perceberam. Dormia para não sentir dor, dormia em aulas, no caminho, em casa, eu queria fugir de uma forma que não fosse agressiva aos meus pais. Não encostei em uma gota de álcool, e não fumei. Saí, sem drogas. Álcool, tão poético, tão ruim; mas eu cumpri o que eu disse naquele dia.
Avançando o tempo em mais dois meses, estamos em 5 de julho. Sobrevivi a outra morte interna, sobrevivi ao passado, de novo. Óbvio que não foi sozinho. Deus ouviu cada palavra minha; e você apareceu. Saí do meu inferno e estou em direção ao céu. Meu coração me diz muito, minha mente se programa. Só que possuo determinados medos que me quebram às vezes, porém, por você, eu lutaria para perdê-los.
E então agora a vida começa de novo. E eu não quero que ela acabe outra vez, não sei a quantos infernos eu posso sobreviver.
Thursday, June 23, 2011
Against Thee Wickedly
Os rasgados joelhos e destruidos pés ainda aguentam o peso do corpo. Ainda houve forças para levantar, ainda procura um modo de fechar aquele portão, lá atrás, que libera os piores monstros, as piores criaturas que ainda insistem em atirar correntes para devolver o terror e as trevas. São criaturas - de certo - provenientes daquele lago de fogo. Se prendam em suas correntes, não relacione em sua negra e sangrenta lista. Deixe ir.
Florestas novas, belos jardins. Ouve-se o canto de pássaros que sobrevoam jardins à frente, e eles anunciam - ou tentam anunciar - a chegada de uma nova temporada. Ainda entre os gritos agonizantes do terror e o canto vivo dos pássaros, procura tomar água do novo trecho do rio. Espera-se que este rio não o faça como demais rios - demonstram o curso mais perfeito, mas escondem uma cachoeira, em que você cai e morre nas pedras lá embaixo.
Luzes batem em seus olhos, que brilham. As montanhas, tão bonitas, as casas, tão bem-feitas. Não tenha medo de entrar na cidade, não há nevoeiro, não há fogo queimando centímetros abaixo do chão. O chão não irá virar pó diante de seus pés. Não há usinas nucleares, não haverá defeito no reator que trará radiação para dentro de você a pura morte. Você não morrerá.
E quebre as correntes.
Je weet al donker poorten. Je weet al leeft steden.
Tuesday, June 21, 2011
Slough of Despair - Mind Anomaly
Tentou libertar-se de seu inferno e permaneceu lá. Todos os seus clamores foram abafados por tormentadores de realidade, que resolveram também manchar todos os seus passos com aquilo que está no seu corpo, mas escorre sem que você possa parar ou esconder. Não há lugar para esconder. É visível que suas mãos, toda vez que toca seu corpo, sai terrivelmente marcada por sangue, por escuridão e tenebrosidade.
Mãos malévolas perseguem seu espírito como se o teu fosse o único que os serve para assombrar; tiram de ti todos os gritos, guardam, não devolvem e você não consegue gritar. Sua garganta prende todo o desespero, prende toda a morte que precisava ser libertada dali; te sufoca - você permanece na tortura.
Flores escurecem e escurecem o seu dia. A noite cai, e a lua é tingida de vermelho. Estrelas desaparecem, fogo se alastra pela mais bela floresta - ácido cai da chuva, poças vermelhas preenchem os buracos de sua rua. A velocidade do vento aumenta e destelha sua fortaleza, aquilo que te assombra entra sem dificuldade - já não tem faz tempo. Instala-se a desordem e devastação. Papeis se queimam em meio a ti. Você ouve as agonias, você emite-as por seus olhos; o sangue que mancha a parede também mancha a sua mente - seus pés se perdem; você implora por sua ida - ou volta - para aquele lugar que estavam presas todas essas coisas que puxam, marcam e rasgam.
Sua pele se rasga, sua mente queima. Portas se abrem, e perseguem-te segurando teus pés cortados, banhados em cansaço, banhados em morte. Mas a morte que insiste em recair, falhará...
Sunday, June 19, 2011
Darkness at Noon
Saturday, June 18, 2011
099 - 00142102
Sunday, June 12, 2011
076
Clara e salgada,
cabe em um olho e pesa uma tonelada.
Tem sabor de mar,
pode ser discreta.
Inquilina da dor,
morada predileta.
Na calada ela vem,
refém da vingança,
irmã do desespero,
rival da esperança.
Pode ser causada por vermes e mundanas
ou pelo espinho da flor,
cruel que você ama.
Amante do drama,
vem pra minha cama,
por querer, sem me perguntar me fez sofrer.
E eu que me julguei forte,
e eu que me senti,
serei um fraco quando outras delas vir.
Se o barato é louco e o processo é lento,
no momento,
deixa eu caminhar contra o vento.
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável.
(É quente) Borrou a letra triste do poeta.
(Só) Correu no rosto pardo do profeta.
Verme sai da reta,
a lágrima de um homem vai cair,
esse é o seu B.O. pra eternidade.
Diz que homem não chora,
tá bom, falou,
Não vai pra grupo irmão aí,
Jesus chorou.
Dedicated
Já senti ódio outras vezes. Foram poucas, não sou de sentir isso, não faz o meu estilo. Mas infelizmente a vida não te condiciona e nem proporciona apenas amor. Você passa por situações injustas, tenta não criar algum tipo de raiva, tenta manter sua sanidade, mas chega a um ponto que você não quer mais nada disso. Ou quer mudar um pouco do seu estilo para ver se algo muda.
Entramos num túnel não iluminado. O chão tem marcas de sangue; os ruídos são gritos de dor. Você passa, olha, e nada faz. Não é problema seu. Deixe lá, agonizando, que se queime até o último milímetro de você. Jamais ajudaria se visse. Grite, até o seu último minuto. Mas fique vivo; eu não te desejo a morte. Apenas queime, apenas quebre, apenas caia, se vai se levantar, foda-se, mas viva aquele sabor de morte e desespero. Que a escuridão caia sobre você, e que não saia tão cedo.
Não é estranho como as coisas mudam? É, bastante. Conceitos mudaram, sentimentos escureceram e bateram à porta. Você vence, e não merece. Escória deste estado, deste continente, planeta. Lixo que merece ser pisado. Você confundiu mentes, atordoou corações, mudou caminhos. Por estes caminhos mudados, que você pegue o seu caminho e se perca, se jogue de pontes, corte o seu braço até que sua pele sangre óleo; porque sangue você não tem. Coração, muito menos. Que sangue manche o seu rosto, de forma que aprenda que a vida não é isso que você enxerga, nem isso que você um dia jogou no lixo. Memórias permanecem com o passar do tempo. Não interessa em qual ano você o fez, atrapalhou rumos de um ano seguinte. Que seja pregado em seu coração a pura dor, seja por substituição, por derrota, ou por qualquer outra infelicidade. É o que merece. Porque algo tão ridículo é merecedor de algo tão grandioso? "Justiça reina; obrigado".
Seu merecimento é derrota; solidão; sangue deixando o seu corpo; escuridão caindo forte em sua vida, te cegando e queimando seus olhos assim como uma vida planejada foi destruída. Destruição, quedas, horrores. Nunca havia desejado tanta coisa ruim pra alguém. Injustiça me levou à isso.
Queime, queime, e não morra. Sofra, grite, e continue vivo. É o que eu te desejo, por mais errado que seja.
Nas minhas mãos escorrem ódio, e na sua, escorrerá sangue.
Saturday, June 11, 2011
Can't seem to get away from misery.
Aqui estou mais um dia,
São seis horas da tarde de um sábado desanimado. E, o que é isso? Meus planos viraram papéis queimados, meus textos viraram trechos de um grande rabisco. "A AG é para a próxima aula"; "Próxima estação: Pinheiros, acesso a linha 9 - esmeralda." Poxa vida, é isso todos os dias. Rotina, padrões, cinzas. É exatamente o que eu gosto, já que eu sempre gostei de seguir regras (quem me conhece, fico agradecido de pegar as ironias) e me afogar em rotininhas vazias. Vazio, não, não me sinto vazio. Nem dá. Eu tô bem cheio, na verdade. Cheio de pensar nos meus erros, cheio de ter que passar por tanto, cheio de mentiras, cheio de me foder, cheio de altruísmo. E, sinceramente, altruísmo é o caralho. Poucas pessoas são merecedoras do meu, mas poucas mesmo, no máximo dez.
Ok, amanhã é dia dos namorados. Sinceramente, que se foda. Desde o meu primeiro amor, em 2005, só me decepcionei com esse dia. Só me decepcionei com todo esse caralho. Aliás, bem proporcional essa vida. Fiz sofrer uma (ou duas vezes), e sofri mais de sete. Justiça reina; obrigado. Aqui temos um Daniel que tem muita coisa pra dizer - de amor - e tem que esconder e acumular tudo. Fica entalado na garganta, junto com palavras de ódio que tenho para algumas pessoas, mas não é correto cultivar ódio. Aliás, nada é bom pra cultivar. Se eu cultivo amor, eu acabo colhendo dor; se cultivo ódio, acabo colhendo brigas.
De cinzas à cinzas, agora que se foda a poeira. Não sei bem pelo que lutar, não sei o que faço aqui. Não sei se sorrio, se choro, se grito, se corro atrás do que eu quero... porra, eu não sei. Quero tanto agir, quero tanto ter, mas e aí? E não vão pensar: "ah, você não dá valor àquilo que tem". LÓGICO QUE EU DOU VALOR. Se não fosse por tudo que tenho, eu estaria numa merda completa. Eu só quero expandir, só quero crescer. "Quem tudo quer, tudo perde". Eu não quero tudo, só quero mais um pouco. É um direito de qualquer pessoa, não é?
"And you can put the blame on me."
Culpa não era um sentimento que eu costumava ter. Só que agora eu me culpo de coisas que não deveria e me perco na justificativa que procuro para erros. Lógico, você viu por outro lado. Parece que nada que você faz sai do jeito que você quer. Quanto mais você quer ser o melhor, mais você é o pior. Ou não, vai ver você não merece ser o melhor. Sabe, nasce para ficar embaixo? Eu nunca gostei de correr atrás, e tudo que tenho que fazer precisa que eu corra além do que as minhas pernas conseguem. É crime eu ser mais feliz do que sem sentimento, triste ou estressado? Espero e luto por algo que me faz enfrentar o mundo com mais tranquilidade... e aí? O que é que eu ganho? Eu não duvido, eu só estou desanimado.
Nuvens tiram meu sol de vista, neblinas tiram minha visão.
Quanto eu vou ter que fazer e quanto eu vou esperar até eu poder ver meu sol de novo?
Sunday, June 05, 2011
Lost shit
Então se iniciou. Tanta coisa ridícula, tanta coisa sem necessidade. Mas foi, juntou sorrisos, desesperos, brilhos e cinzas. Muito foi escrito, muito foi apagado. Tudo foi perdido, esgotado, morto. Tanta queimadura, tanta pressão, tanta esperança... e pra quê? Aquilo não era a melhor resposta, mas era o que vinha. Músicas foram carregadas de associações e mágoas - perdi uma ótima banda de se ouvir - e, para quê? Nada. Muito, muito, muito, nada. Muito até na espera, e bem pior do que quando seu voo atrasa e você tem que ficar esperando no aeroporto lendo revistas tão interessantes quanto um papel de lan-house que te entregam na rua. Minutos, horas, dias, meses. Só faltava ter anos, também. Mas chega, né. Veio como uma luz - e que luz maravilhosa - e cegou aqueles olhos com lágrimas de felicidade. Tanto, tanto, tanto. E se perdeu. Se perdeu feio. Um, dois, três, quatro, cinco, treze, vinte e sete. Nada. Até que... aquilo fez um corte profundo na sua mente. Foi deixado pra trás, pra quê? Servia como pretexto pra vingança? Servia; nem houve tempo. Mas o dia estava ficando mais claro, já havia perdido aquela rua. E tudo foi perdido... ou talvez tudo nunca tenha sido encontrado... naquela ocasião.
Sunday, May 29, 2011
Falling Again
Sua noite não foi boa, sua tarde um pouco menos pior. Você acredita, mas não acontece. Não é o seu tempo, não é a sua vez. Não está no seu controle, não está nas suas mãos. À norte, um. À sul, outro. Você vai acreditar no quê?
Que bela montanha-russa; você chegou ao topo. Hora de descer, segure-se. Não. Você caiu de novo. À espera, à luta, novamente. Detritos e atritos num caminho que leva à mesma coisa de sempre. Cada vez pior, cada vez rechaçando mais o que vem. Se perde na raiva, se perde na esperança, cai e sobrecarrega na falta de confiança. Vai confiar no quê, se toda vez que confia você cai? Não é válido correr para receber uma... rasteira? Seria bondade. É receber um golpe de serra elétrica nas pernas. Você vê que aquela tempestade colorida que manchou suas paredes com desgosto parece querer cair de novo. Não, não vai. Não vai? Não. Vai. Não sei.
Agora essa merda que te cega vai te afogando cada vez mais. Você espera e nada vem. Você não sabe nadar, e se vê preso por correntes nesse lago escuro e cheio de dor. Repetem-se os gritos. Que se foda, nenhum humano vai te tirar desse inferno. Você perdeu essa luta, e você não vai tirar tudo aquilo do controle de novo. Nunca mais confie, por mais que o nunca não se cumpra.
Você sabe onde está, não sabe? Não saia disso, volte àquele ano, você não cairá tão cedo.
Ou sim, como sempre.
Saturday, May 28, 2011
Dead Man Walking - I
Friday, May 27, 2011
Breakdown, you breakdown.
Quarto, sétimo, terceiro. Não importa. O melhor, sabe? Faz falta, esfriou o meu sol. Desmoronou o mais belo castelo, afundou o mais imponente navio, submergiu um continente. O fogo se vai, a janela mostra um dia cinzento, chuvoso, escuro e vazio. Vazio, cheio. Tanto faz. Aquilo que havia de mais belo não existe, aquele sorriso idiota desapareceu. O oxigênio de uma vida sufocante já foi. As horas passam, os minutos são como lâminas e a cada troca, uma perfuração. Os segundos jogam sangue, e então outra queda. Pausa, os olhos se fecham. O mundo ainda está aqui, ele não parou e não vai parar. Não vai parar mais? Jardins morrem, árvores perdem suas folhas. Um número muda no calendário; outro dia. Peso insustentável, o que há para fazer? Overdose de remédio pra voltar a dormir e não enfrentar aquela tempestade negra de realidade? Não, você vai ao encontro da tormenta. Deixa-se de ouvir, escutar, prestar atenção - e abre os olhos. Nada espera, ninguém espera. Você não espera, e já foi. Te deixaram aí caído, com sangue nas mãos, com sangue no peito. É tiroteio, é guerra. É derrota, é perda. É quebra, é ausência. Não se acostuma, não volta àquilo. Não deixa, não vai. Fique. Não, não ficou. A vela queima, a vela é substituída, queima de novo, acorda no escuro. Incêndio no tempo, na parada, no intervalo, na estação. Acorda com os olhos pesados, com a mente desorganizada, com trauma. Tudo se queima, tudo se perde. Tudo se quebra, tudo sangra. Vermelho tinge cores mais belas, cinza domina tudo. O sorriso se foi, a dor fica aqui.
Thursday, May 26, 2011
Wednesday, May 25, 2011
Left on the Road
Lutei. Mudei movimentos, mudei pensamentos, mudei falas. Mudei, de verdade. Meu coração expandiu sua profundidade, e aquela coisa linda, a mais linda que já havia visto, preencheu todo este espaço que crescia. Respirei um ar mais puro, enxerguei um mar mais limpo. Só que eu fui além, eu criei o eterno, e sempre estive sozinho nessa. "Sempre", sozinho até nisso, no sempre.
Olhava aquilo que me tirava um sorriso sincero, puro, mas eu não era olhado de volta. Deixei meu sorriso correr em aviso ao coração, permiti que continuasse o trabalho de expansão de profundidade. Deixei, deixei, deixei, e fui deixado. Esquecido pelo caminho, esquecido por causa de um não esquecimento.
Segundo plano, sentimento mental. A mente não sente. Não havia espaço, não entrei. Agora a vida está cinza, e você é um nada. Nenhuma linha remete à você, nenhuma faísca é por você. Aceitou e correu. Correu e caiu. Não voltou e não te puxou, apenas empurrou. Seu significado nunca foi relevante, sempre foi alvo de sorrisos falsos. A eternidade deu as caras e foi embora poucas semanas depois.
Agora você se vê, jogado, esquecido, perdido. Se olhe no espelho, e não te veja. Você não ouve aquilo, você não sente aquilo, você não tem aquilo. Você nunca possuiu, você nunca esteve lá.
Saturday, May 21, 2011
Devastação e Fragmentos
Cinzas, cinzas, poeira. Abandono. Acima de toda a devastação, fé. Paredes racham e em seguida caem. Como um papel sulfite sem qualquer registro, um branco predomina toda a volta; é como um quarto, todo branco, e com nada mais dentro. Portas podem aparecer, mas como vê-las? Pontes são construídas, mas há ruptura em seu meio, e temos uma queda no precipício.
E sai da grama, entra em caminho pétreo. A passos lentos tenta sair, mas onde está a saída? Tenta-se correr impassível, mas quem disse que estes fragmentos não tem vida? Há guerra, confronto da irrealidade com a sobrevivência, com o controle. Controle? Este trem saiu dos trilhos, perdeu seus rodeiros e truques, só existe caixa. Ou estaria tudo queimado?
Estas pedras deixam teu caminho incerto, estes fragmentos te arrebentam, este tudo te implode, este nada te derruba.
Tuesday, May 17, 2011
I should run
Even if run hurts
Trying to wake up my mind
Failing in sleep my heart
I told myself the truth
That I must run from you
But my legs doesn't want to go
That crap is killing, you know
Sacrificing our progress that my mind can see
But I have no way that's good to me
Darkness is cruising me wherever I am
I deserve this flaws, fucking flaws I gain?
Fucking shits elsewhere this world
I'm just nothing, I couldn't be overloaded
Words drowns in crying screams
Just doubt if it's not what seems
In this world that turned into dark
In my life there's a new mark
Lost yourself in your lost pieces
Lost myself in your lost pieces
Then you go home
And I'm trying to run
Överallt in pieces, I can't run.
Monday, May 16, 2011
Saturday, May 14, 2011
There's a nightmare
Uma tempestade já alagou mais do que deveria. Tudo submerso, nada se recupera. Um rio vermelho de sangue, um rio escurecido por toda aquela dor. Noite se faz, e cai, assim como um mundo, diante de dois olhos aterrorizados. Sua imagem, intacta, consegue transparecer as cinzas. Não vê quem não quer, não vê quem não tem olhos. Ruas são iguais, avenidas são as mesmas. Não há chão nestas ruas, não existe ar nesta cidade. Foi quase tudo roubado, e o que não foi roubado, desapareceu. Ou nunca existiu. E isso reflete na pressão interna, na dor.
De cinzas à cinzas, a poeira aumenta. A neblina tira a visão, e a cada três passos dados para frente, sete são dados para trás. O final do túnel se mostra cada vez mais longe, pois se mostra uma expansão a cada passo. Onde será esse final, quando será o fim da expansão deste túnel escuro?
Para trás, com o que rasteja, com sangue e mares de dor que passeiam em sua pele, com a escuridão que suas ruas te apresentam. O pesadelo poderia cessar?
Sunday, May 01, 2011
Within The Darkness I
Enquanto isso, sangue é derramado e paredes são manchadas. Tempestade molha um quarto escuro à meia-noite, desespero aterroriza uma mente escura às três da manhã, e colapso assume um coração durante todo o dia.
Um lago de águas cristalinas seca, uma árvore perde suas folhas. Vidros são quebrados, luminárias são despedaçadas. O mar aparenta estar calmo, quando não está. É noite, ruas estão desertas. Mas o silêncio consegue gritar, sendo o pior grito. Esse grito acorda as águas, que se revoltam e destroem uma cidade à meia-noite.
Distúrbio, destruição, desordem. A face norte procura controlar os clamores centrais. O coração corre, em desespero, procurando por uma ajuda. Enquanto corre, sangue é espalhado nas ruas. A mente tenta reconhecer o movimento, em vão. Gritos são desperdiçados, e ninguém ouve.
A noite e suas nuvens interceptam a luz da lua, as lâmpadas estão quebradas. Outra revolta do mar, outro maremoto. Uma tempestade de raios devasta o local, cada vez mais escuro e destruído, cada vez mais frágil.
Sangue ali, sangue aqui. Dor aqui, dor ali. Trágico cenário. De volta à tudo isso, num lugar onde se conheceu o dia, que agora volta para a escuridão, com gritos de dor, com derramamento de sangue.
Friday, April 22, 2011
Sunday, April 10, 2011
Insuficiente, e de novo
Naquele meu velho discurso, aquela velha palavra que uso pra me definir.
Saturday, April 09, 2011
Thursday, April 07, 2011
Wednesday, April 06, 2011
Breve longa história
Meu passado é lotado de acompanhar brigas, problemas e ficar sozinho. Talvez isso tenha me feito ser a pessoa quieta que sou hoje. São sentimentos, sensações, e incontáveis quilos de altruísmo que recheia o silêncio de textos e dores, para que não atinja qualquer outra pessoa.
Vou falar um pouco aqui sobre algumas coisas. E sem ironia aqui, mesmo que o texto fique grande, é pouco mesmo.
Capítulo 1 - 2005 à 2008
Era uma bela de uma merda. Todos os dias, chuvas novas e tempestades fortes que rodeavam meus poucos 9 à 13 anos de vida. Em meio a amores e brigas foram anos complicados, porém, escolarmente engraçados. Era manhã (ou tarde, dependendo do ano) de diversão com amigos, e noite de paciência. Coisas banais e outras ridículas, outras duras, mas eram apenas continuações de um filme que em breve acabaria. Nas manhãs, era um amor que não controlava a vontade de passar aquelas míseras cinco horas tentando conquistar aquela pessoa. De nada valeu a pena, quando próximo do final houve uma das piores cenas da minha vida, - e não, eu não sinto qualquer dor quando lembro - que me tirou o chão, as portas, o ar, o ponto de ônibus, tudo. Suportei, como tudo de ruim que rondava a minha vida. Ao fim daquele último ano, tinha esperanças de no ano seguinte obter minhas conquistas, o que não aconteceu. Pouco antes disso, coisa de alguns meses, houve o final do filme, a motivação foi ridícula e poderia ter sido evitada, mas foi um pretexto em eufemismo para um certo "cessar-fogo".
Capítulo 2 - Frieza e Falta de Paciência
Não houve nada, tirando poucos dias de Janeiro daquele ano, que conseguiu me dar um sorriso que prestasse. Tudo era chato, sem sal, e nada eu fazia por prazer, era tudo obrigação. Tinha que aguentar aquele sol de meio-dia durante muitos e muitos dias, tive que aguentar aqueles que nada me faziam além de trazer raiva e impaciência. Não gostava de nada daquilo, eu não tinha sentimentos, não tinha paciência, só queria novidades e novidades e um ano novo e, e, e es. Quase nada foi bom pra mim. Tive a paciência de passar um ano sendo empurrado para coisas que eu não queria fazer, tendo feito uma delas - não me arrependi, só foi chata a pressão - e torcendo para que novos ventos soprassem na minha direção. Bom, foi o que aconteceu no ano seguinte àquele, mas "novos ventos" não é igual a "bons tempos".
Capítulo 3 - "Agora tudo vai dar certo!"
Comecei com esperanças. Tudo seria bom, nada atingiria o meu mundo. Eu namoraria, faria grandes amigos, seria feliz, faria tudo que eu sonhava fazer em anos anteriores. Calma aí, Daniel. Sim, eu fiz grandes amigos, namorei, conheci pessoas maravilhosas, fiz o que eu queria. Mas as coisas não são perfeitas assim. Eu comecei a ser sobrecarregado, e muito mais do que eu já tinha sido antes. Eu não tinha vida. Na esperança, eu só conseguia me irritar, e querer fazer, e exigir coisas que eram de direito meu, mas nada consegui como eu queria. Toda vez que via algo dar certo, bem, "Agora tudo vai dar certo!". Negativo, meu caro. As coisas pioravam, e nada dava certo, havia desgosto, insegurança, e afastamento. Um sumiço que matou três semanas, que foram afogadas por tristeza e medo. Intervalo! "O que eu faço agora?", era o que me vinha a cabeça. Pensei e esquematizei tudo certo e - "Agora tudo vai dar certo!" Tá tudo certo! - quando o intervalo passasse, tudo seria como eu planejei. Não... de novo, não. Foi uma dor pior que a outra, uma mais profunda que a outra. Eu apertava os mais altos botões do elevador, mas ele seguia em sentido reverso. O meu mundo se cansou, e tudo escorreu pro ralo. Fui me garantir, vinha tudo dando certo, dessa vez. As coisas iam se acertando aos poucos e... não, mais uma vez.
Capítulo 4 - In The Dark
Escuridão, fundo do poço, ceticismo, falta de confiança, falta de esperança, fracasso. Isso era um breve resumo de mim. Fiquei enterrado ali, mas (sobre)vivo, com um pouquinho de apoio, que se tornou em gigantesco, mas que não foi levado pela minha esperança. Chorei, e chorei. Nesse "chorar", as coisas vieram a acontecer.
Capítulo 5 - Um presente
O retorno à vida dependeu de algo. Alguém. E então eu venho vivendo, e eu vou continuar assim. Esse "Capítulo 5", pra mim, tem que ser infinito, assim como a força que vem de dentro pedindo isso, e agindo para que isso seja concreto.
Capítulo 6 - Pensamentos
"Alguém aí poderia me dizer o que é ser único ou especial?"
Eu não me sinto único, geralmente. Especial, não sei. Eu vejo que eu me preocupo, sempre, além do normal. Meu jeito contido, frio, impede que isso seja mostrado. Eu luto todos os dias contra isso, mas não consigo, porque tenho medo de me importar sozinho, de ser o único calor, e eu não falo de amor, especialmente. Eu não acho que eu seja o suficiente para qualquer coisa. Não tenho talentos - "Nossa, você fala sueco? *-*" - Não, porra. Eu não conheço a cidade inteira como a palma da minha mão, eu não sei tudo de metrô como todo mundo pensa, eu não vou bem na escola, eu não sou bom no futebol, eu não sou bom em nenhum jogo que todo mundo gosta, eu não sei tocar nenhum instrumento musical, eu não sou engraçado, eu não sou notável, eu não sou nada, e, acima de tudo, eu não sei amar. Não, isso não significa que eu nunca amei e que eu não sei o que é amor. Eu já amei várias vezes, e muito forte, pra alguém da minha idade. E amo, por sinal. O que eu não sei é amar pouco. Eu amo demais. Eu amo querendo a pessoa pro resto da minha vida, e quando eu falo em resto da vida, eu falo literalmente. Aí as pessoas me falam: "Mas você tem só 15 anos". É, pois é. E eu só sei amar como alguém que quer a mesma pessoa até o fim da vida.
Além disso, eu não me considero suficiente pra ser amado da mesma forma. E o que é sentir-se único? Até sei o que é se sentir único, mas é muito difícil eu me sentir assim. Ainda mais que eu não sei falar pelo sentimento dos outros. Sou uma pessoa muito difícil de se fazer acreditar, ou de se convencer. Culpa do mundo, sabe? São tantas mentiras, tanta falsidade, tantas promessas quebradas...
Muitas vezes me sinto um fracasso. Nunca me acho bom pra alguma coisa, e quando acho, parece que eu perco a habilidade, como castigo do auto-reconhecimento.
...
Duvido que alguém vá ler tudo isso, mas eu tava com saudade de escrever um texto longo.
Boa noite.
Monday, April 04, 2011
Longas e Escuras Noites / Meio-dia
Mas nem todo nascer-do-sol é igual, nem todo sol nasceu, por vezes são lanternas que são confundidas. Certeza do meu sol, do meu meio-dia, tenho. E tenho, tenho, ninguém escurecerá.
Escuridão, longas e escuras noites. Presas longe daqui.
Wednesday, March 30, 2011
É, eu vi
Eu vi o que era aparente, sumir
Eu vi um mundo belo, queimar
Eu vi uma potência, desmoronar
Eu vi uma possibilidade, abrir
Eu vi um novo mundo, e sorri
Eu vi um novo império, caí
Eu vi a queda, subi
A luz reapareceu, acendi
A beleza quis vir, aceitei
A vida quis sorrir, sorri
A vida quer me mostrar, estou vendo
Resisti à tudo, estou vivendo.
Monday, February 07, 2011
216.
No dia 216, encerra-se. Fechou-se ali. Nada mais após isso, sobre o antigo. Não houve apego. Apenas vagas lembranças, sem sentimento.
Agora poderia se tratar do dia 348, como dito no começo. Mas não, se trata do dia 34. Sol forte, calmaria. Nada de tempestade, sem guarda-chuvas por enquanto. E isso sem medo de uma intromissão. Não haverá. Está tudo trancado.
Não haverá dia 217.
