Tão diferente o que agora é.
Lembro-me de ter planejado tanta coisa. Essas tantas coisas se tornaram em tantos desaparecimentos. Planejamentos desde o o restaurante que iríamos na noite seguinte até a parede do quarto das crianças. Mas de planejamentos essas coisas não passaram. Planos e sonhos foram enterrados, a esperança em qualquer coisa tirou férias e não voltou. Não sei onde estiveram meus erros. Pode ter sido fazer demais, pode ter sido planejar mais do que deveria. Não, não pode ser. Nunca fiz mais do que a maioria, no fundo, quer. Me dei o direito de querer. Acontece que eu nunca estive nos sonhos de quem eu um dia planejei algo. Nunca fui a esperança. Nunca fui motivo principal - ou notável - de felicidade. Não sei se ainda sou o que um dia fui. Acho que eu já fui muito, hoje eu nem me reconheço. Deixei de me importar com tanta coisa, deixei de ser altruísta. Sempre quis me importar menos, fazer menos. Mas com isso, aprendi que eu gosto de me importar, que eu gosto do jeito que eu já fui. Pena que não existe posição segura. A frieza que corre em mim é uma até então desconhecida. Sinto falta de planejar, sinto falta de sonhar, sinto falta de esperar. Mas esse ceticismo que está em mim não planeja sair, e eu não sei se devo planejar a minha volta a mim mesmo.
No comments:
Post a Comment