Sunday, June 05, 2011

Lost shit

Foi passado em branco, foi desperdiçado; mas é claro.
Então se iniciou. Tanta coisa ridícula, tanta coisa sem necessidade. Mas foi, juntou sorrisos, desesperos, brilhos e cinzas. Muito foi escrito, muito foi apagado. Tudo foi perdido, esgotado, morto. Tanta queimadura, tanta pressão, tanta esperança... e pra quê? Aquilo não era a melhor resposta, mas era o que vinha. Músicas foram carregadas de associações e mágoas - perdi uma ótima banda de se ouvir - e, para quê? Nada. Muito, muito, muito, nada. Muito até na espera, e bem pior do que quando seu voo atrasa e você tem que ficar esperando no aeroporto lendo revistas tão interessantes quanto um papel de lan-house que te entregam na rua. Minutos, horas, dias, meses. Só faltava ter anos, também. Mas chega, né. Veio como uma luz - e que luz maravilhosa - e cegou aqueles olhos com lágrimas de felicidade. Tanto, tanto, tanto. E se perdeu. Se perdeu feio. Um, dois, três, quatro, cinco, treze, vinte e sete. Nada. Até que... aquilo fez um corte profundo na sua mente. Foi deixado pra trás, pra quê? Servia como pretexto pra vingança? Servia; nem houve tempo. Mas o dia estava ficando mais claro, já havia perdido aquela rua. E tudo foi perdido... ou talvez tudo nunca tenha sido encontrado... naquela ocasião.

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