Foi há exatamente um ano atrás. Estava eu diante de uma situação ruim, aonde eu não conseguia mais ver sentido em tudo isso aqui. Era um sábado não tão quente, estava indo fazer prova. Isso, pouco mais de sete horas da manhã. A única vontade que eu tinha, a todo instante, era a de chorar e me trancar num lugar afastado, mas não podia, então segui com o meu dia.
Nesse dia, sairia com um irmão meu. Além dele, também iriam duas amigas, sendo que uma delas eu não conhecia. Mal imaginava o que um simples "rolê com os amigos" me traria. Fiz a prova, esperei dar o horário para sair, e fui. Chegamos no horário, e elas, com um pequeno atraso.
Fomos ao parque, e foi ali que eu descobri que minha vida mudaria. Pouco mais de quatro, cinco horas da tarde, meu coração foi batendo mais rápido do que o normal. Mais tarde, já longe dali, na casa de outro irmão meu, meu coração correu. Correu tanto que eu nem vi pra onde ele tinha ido. Não, vi sim. Foi em direção a ela. E não mudou de direção.
Desde a primeira vez que entrelaçou seu braço no meu, a primeira vez que colocou a mão no meu coração, o primeiro beijo nosso, fui confirmando o que eu pensava: minha vida iria, realmente, mudar. E de fato, assim se fez. Os dias passaram, e foram exatamente dezoito, até que eu a encontrasse novamente. Terminou o ano, o que eu sentia aumentou.
O ano seguiu seu curso, meu coração permaneceu na mesma estrada. Intempéries deram as caras, bem como nasceram flores. E o caminho, com retas, curvas, subidas e descidas, continuou com o mesmo destino, e o mesmo viajante. Passaram-se meses, o viajante quase se perdeu, mas continuou na mesma direção, determinado a não desistir.
E assim fiz. Não desisti, não consegui. Vai um "não quis", também. Um dia transformou a minha vida, e seus posteriores trezentos e sessenta e quatro me manteram com o mesmo coração. Intacto, e em expansão. Culpa dela, sabe? O que encontrei em uma tarde de sábado é tão grande em mim que determinei que não poderia perder. O que apareceu pra mim é único, é raríssimo. É último, é grande demais. Não vejo meu futuro sem o que encontrei, e quando o que encontrei é referente a ela, declaro que não pararei de lutar.
O amor que possuo é uno, insubstituível. Me aquece no frio, me sorri quando preciso. Sem ela, não sou de verdade. Sou um produto incompleto, sem-graça, sem mim. Quero seu braço entrelaçado no meu, meu abraço conectado ao seu, seu olhar dedicado ao meu. Seu eu sendo meu, meu eu sendo seu. O universo que possuo num coração bobo, bobo por ti, é seu. Preciso de você, e você precisa de mim. Olhe em volta: temos uma ligação verdadeira e forte - é nosso. Não deixo isso morrer, não, não mesmo.
Estamos em outro quatro de dezembro, e, bem, parece que estamos no mesmo lugar. Nós gostamos daqui, não é? Nos precisamos, com certeza, e não é pouco, já que sempre nos encontramos, em qualquer lugar, lar, horário, data, circunstância: percebeu o quanto nós somos nós? Não abro mão de você, não abro mão do meu amor, nem do seu. Nem da sensação de tocar seu rosto e seus cabelos, ou de parar para viajar nos seus olhos e seu sorriso. O jeito que olho pra você, é, desculpa o egoísmo, a coisa mais pura que alguém poderia te fazer. Transmito a minha verdade, a grandeza que está em mim, através do meu olhar, e você sabe de tudo isso. Sabe, sei que sabe.
Parece que de alguma forma eu encontrei um jeito de me perder em você. Alguma, não. Algumas... muitas. E todas essas muitas formas me mantém com o mesmo pensamento e com o mesmo coração: me perco em você; de você, não. Um ano tendo um anjo comigo. O meu anjo. E ninguém vai me roubar, que Deus sempre me dê forças para continuar assim. Quero ser o seu anjo, meu anjo. E além disso, seu melhor amigo, seu companheiro; preencher seus vazios, bem como você preenche os meus. Falta muito de mim quando estou sem você, e, bem, eu lembro quando eu disse que eu não sou nada sem você. Você também lembra, tenho certeza.
De quatro de dezembro à quatro de dezembro, que venha outro. E você, bem aqui, comigo. Para apagarmos as velinhas de nossos dois anos, com carinho, com amor crescente, com tudo. Torço muito por isso, não sei se tem ideia. Eu te amo muito, você tem noção? Não importa que você tenha defeitos, eu também tenho, e vários. Gostar é muito fácil, só se gosta das qualidades, e eu te amo, amo as qualidades e os defeitos. Somos muito mais do que cabe nas minhas ideias e muito mais do que cabe nas suas. Somos a brisa em um dia quente. Somos nós.
Quando penso em nós, vejo a ideia de "que seja doce" bem representada. Cabe a nós deixarmos que seja, e não há meios de não ser. Somos amor puro, somos verdade. E falta pouco para que sejamos eternidade.
Feliz um ano, meu amor. Minha Maria Fernanda.
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