As nuvens tomam conta do céu. O sol vai embora e leva suas luzes. As estrelas desaparecem no momento em que elas são procuradas. Mas só cai a noite, e suas trevas são reforçadas por nuvens mais negras, tirando a luz.
Enquanto isso, sangue é derramado e paredes são manchadas. Tempestade molha um quarto escuro à meia-noite, desespero aterroriza uma mente escura às três da manhã, e colapso assume um coração durante todo o dia.
Um lago de águas cristalinas seca, uma árvore perde suas folhas. Vidros são quebrados, luminárias são despedaçadas. O mar aparenta estar calmo, quando não está. É noite, ruas estão desertas. Mas o silêncio consegue gritar, sendo o pior grito. Esse grito acorda as águas, que se revoltam e destroem uma cidade à meia-noite.
Distúrbio, destruição, desordem. A face norte procura controlar os clamores centrais. O coração corre, em desespero, procurando por uma ajuda. Enquanto corre, sangue é espalhado nas ruas. A mente tenta reconhecer o movimento, em vão. Gritos são desperdiçados, e ninguém ouve.
A noite e suas nuvens interceptam a luz da lua, as lâmpadas estão quebradas. Outra revolta do mar, outro maremoto. Uma tempestade de raios devasta o local, cada vez mais escuro e destruído, cada vez mais frágil.
Sangue ali, sangue aqui. Dor aqui, dor ali. Trágico cenário. De volta à tudo isso, num lugar onde se conheceu o dia, que agora volta para a escuridão, com gritos de dor, com derramamento de sangue.
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