Tuesday, July 12, 2011

Spawning Vats

E então o barulho da chuva abafa os passos em sua direção.

A sua linda decoração de vidro e sangue no chão lhe impedem de se mover; a sensação de aproximação vai embora. Lá fora, a chuva. Dentro, o silêncio. Por pouco, muito pouco. Ao tempo em que tentou olhar pro lado, um vulto passou em outra direção. Uma mão segurou o seu pescoço, e outra segurou a sua boca. Mesmo se debatendo, e nada conseguiu além de encurralar a agonia.

Ao passo da chuva que caia mais forte, o terror também ganhava força. Mostrava seu poder naquela escuridão, naquele cárcere. A agonia instalava-se em seu corpo, a lua se escondia. Lua vermelha, chuva forte, terror dominante. O que era tudo aquilo? Por que era tudo aquilo? Ouve-se uma cadeira sendo puxada, ouve-se mais passos na escada, enquanto mantinha-se preso àquelas mãos que prendiam seus gritos misturados com litros de agonia.

Querida agonia, apenas vá embora. Não permaneça até o fim - mas permaneceu. A porta se abre novamente, e sem demora, mais mãos vão ao seu encontro, e te jogam contra a parede. A cadeira cai, e não há lugar para se apoiar. Mas todas aquelas mãos resolvem te soltar, e devastam o que ainda estava intacto; a chuva para. E então a janela se abre sem qualquer força humana...

Mas aparece um rosto na janela...

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