Aqui estou mais um dia,
São seis horas da tarde de um sábado desanimado. E, o que é isso? Meus planos viraram papéis queimados, meus textos viraram trechos de um grande rabisco. "A AG é para a próxima aula"; "Próxima estação: Pinheiros, acesso a linha 9 - esmeralda." Poxa vida, é isso todos os dias. Rotina, padrões, cinzas. É exatamente o que eu gosto, já que eu sempre gostei de seguir regras (quem me conhece, fico agradecido de pegar as ironias) e me afogar em rotininhas vazias. Vazio, não, não me sinto vazio. Nem dá. Eu tô bem cheio, na verdade. Cheio de pensar nos meus erros, cheio de ter que passar por tanto, cheio de mentiras, cheio de me foder, cheio de altruísmo. E, sinceramente, altruísmo é o caralho. Poucas pessoas são merecedoras do meu, mas poucas mesmo, no máximo dez.
Ok, amanhã é dia dos namorados. Sinceramente, que se foda. Desde o meu primeiro amor, em 2005, só me decepcionei com esse dia. Só me decepcionei com todo esse caralho. Aliás, bem proporcional essa vida. Fiz sofrer uma (ou duas vezes), e sofri mais de sete. Justiça reina; obrigado. Aqui temos um Daniel que tem muita coisa pra dizer - de amor - e tem que esconder e acumular tudo. Fica entalado na garganta, junto com palavras de ódio que tenho para algumas pessoas, mas não é correto cultivar ódio. Aliás, nada é bom pra cultivar. Se eu cultivo amor, eu acabo colhendo dor; se cultivo ódio, acabo colhendo brigas.
De cinzas à cinzas, agora que se foda a poeira. Não sei bem pelo que lutar, não sei o que faço aqui. Não sei se sorrio, se choro, se grito, se corro atrás do que eu quero... porra, eu não sei. Quero tanto agir, quero tanto ter, mas e aí? E não vão pensar: "ah, você não dá valor àquilo que tem". LÓGICO QUE EU DOU VALOR. Se não fosse por tudo que tenho, eu estaria numa merda completa. Eu só quero expandir, só quero crescer. "Quem tudo quer, tudo perde". Eu não quero tudo, só quero mais um pouco. É um direito de qualquer pessoa, não é?
"And you can put the blame on me."
Culpa não era um sentimento que eu costumava ter. Só que agora eu me culpo de coisas que não deveria e me perco na justificativa que procuro para erros. Lógico, você viu por outro lado. Parece que nada que você faz sai do jeito que você quer. Quanto mais você quer ser o melhor, mais você é o pior. Ou não, vai ver você não merece ser o melhor. Sabe, nasce para ficar embaixo? Eu nunca gostei de correr atrás, e tudo que tenho que fazer precisa que eu corra além do que as minhas pernas conseguem. É crime eu ser mais feliz do que sem sentimento, triste ou estressado? Espero e luto por algo que me faz enfrentar o mundo com mais tranquilidade... e aí? O que é que eu ganho? Eu não duvido, eu só estou desanimado.
Nuvens tiram meu sol de vista, neblinas tiram minha visão.
Quanto eu vou ter que fazer e quanto eu vou esperar até eu poder ver meu sol de novo?
No comments:
Post a Comment