Tuesday, June 21, 2011

Slough of Despair - Mind Anomaly

É um núcleo de mãos agarrando suas pernas, penetrando suas entranhas sem pedir permissão - é um cenário de morte.

Tentou libertar-se de seu inferno e permaneceu lá. Todos os seus clamores foram abafados por tormentadores de realidade, que resolveram também manchar todos os seus passos com aquilo que está no seu corpo, mas escorre sem que você possa parar ou esconder. Não há lugar para esconder. É visível que suas mãos, toda vez que toca seu corpo, sai terrivelmente marcada por sangue, por escuridão e tenebrosidade.

Mãos malévolas perseguem seu espírito como se o teu fosse o único que os serve para assombrar; tiram de ti todos os gritos, guardam, não devolvem e você não consegue gritar. Sua garganta prende todo o desespero, prende toda a morte que precisava ser libertada dali; te sufoca - você permanece na tortura.

Flores escurecem e escurecem o seu dia. A noite cai, e a lua é tingida de vermelho. Estrelas desaparecem, fogo se alastra pela mais bela floresta - ácido cai da chuva, poças vermelhas preenchem os buracos de sua rua. A velocidade do vento aumenta e destelha sua fortaleza, aquilo que te assombra entra sem dificuldade - já não tem faz tempo. Instala-se a desordem e devastação. Papeis se queimam em meio a ti. Você ouve as agonias, você emite-as por seus olhos; o sangue que mancha a parede também mancha a sua mente - seus pés se perdem; você implora por sua ida - ou volta - para aquele lugar que estavam presas todas essas coisas que puxam, marcam e rasgam.

Sua pele se rasga, sua mente queima. Portas se abrem, e perseguem-te segurando teus pés cortados, banhados em cansaço, banhados em morte. Mas a morte que insiste em recair, falhará...

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