Um trem passa. Três papéis caem ao lado do meu pé. Quatro horas da tarde. Pouco movimento. E nada.
As portas fecham, o trem parte. Deixa a estação, corre para a próxima estação. Não é possível ver onde ela está. Ao redor, prédios novos, velhos, abandonados. Um desenho de um anjo. Trens abandonados. Tudo calmo, a visão não agrada. Nada agrada. Se o tempo passa, se não, tanto faz.
Por favor, desembarque nesta estação. Entra em um novo trem. Aquela velha sensação desconfortável. Outro trem demora a passar. O barulho não fala mais alto que sua mente. É inútil tentar, pra falar a verdade. A baixa velocidade agora bate com seus passos. Tudo aquilo que o som dos truques tentava abafar se fortalece e tenta dominar. E não desiste.
O trem desacelera. Nova estação ou novo empecilho para prosseguir viagem? O trem volta a acelerar...
Mas falha, e para.
Paramos para aguardar a movimentação do trem a frente.
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