Wednesday, July 20, 2011

Through the Death

E as flores escurecem e morrem.

Os rios secam, os mares param. A vida vai embora, os pássaros são silenciados. Os anjos não te olham, as paredes caem. Rochas bloqueiam o seu caminho, o silêncio predomina. Nem gritos você ouve, o vento é calmo. Dia nublado, céu cinza. Sem graça, sem movimento. Nem o mais agoniante grito, nem o mais trancado silêncio, nada, nada faria diferença ali. Nada.

O sol deixa de existir. Ou não. Quem é que realmente sabe? Um dia ele brilhou, brilhou forte. Mas o sol precisa dar lugar para a Lua durante a noite. A noite caiu, a Lua não veio. Nem a Lua, nem as estrelas. Apenas monstros que devastavam sua fortaleza, que manchavam com sangue o seu caminho. O que é o sol, agora? Quando o sol se mostrará mais presente que estas nuvens cinzentas em sem graça?

Sinto falta do céu. Aquele com um sol com um brilho forte, poucas nuvens brancas, e predominância do azul. Aquela vida, aquele doce som dos pássaros. Aquele tudo. Dias bonitos acabam. Você vê que as nuvens não abrirão espaço. Elas são trancadas, fortalecidas por má vontade. Bobagem esperar por um dia bonito, porque isso determina grande espera; espera eterna. Quem é que sabe?

O convívio com as flores escuras e mortas já é normal. Não parece mais ser algo diferente, parece normal. É tudo igual, é tudo morto. É tudo sem vida. Precisa mesmo se importar com todas estas coisas mortas? É bobagem, já que são tão comuns aos seus dias. Não adianta tentar plantar novas flores, elas não crescerão. Se crescerem, morrerão. É uma questão de normalidade... é morto, é triste, é frio... mas é normal.

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