Friday, May 27, 2011

Breakdown, you breakdown.

Um sorriso idiota, um olhar em volta; perda.
Quarto, sétimo, terceiro. Não importa. O melhor, sabe? Faz falta, esfriou o meu sol. Desmoronou o mais belo castelo, afundou o mais imponente navio, submergiu um continente. O fogo se vai, a janela mostra um dia cinzento, chuvoso, escuro e vazio. Vazio, cheio. Tanto faz. Aquilo que havia de mais belo não existe, aquele sorriso idiota desapareceu. O oxigênio de uma vida sufocante já foi. As horas passam, os minutos são como lâminas e a cada troca, uma perfuração. Os segundos jogam sangue, e então outra queda. Pausa, os olhos se fecham. O mundo ainda está aqui, ele não parou e não vai parar. Não vai parar mais? Jardins morrem, árvores perdem suas folhas. Um número muda no calendário; outro dia. Peso insustentável, o que há para fazer? Overdose de remédio pra voltar a dormir e não enfrentar aquela tempestade negra de realidade? Não, você vai ao encontro da tormenta. Deixa-se de ouvir, escutar, prestar atenção - e abre os olhos. Nada espera, ninguém espera. Você não espera, e já foi. Te deixaram aí caído, com sangue nas mãos, com sangue no peito. É tiroteio, é guerra. É derrota, é perda. É quebra, é ausência. Não se acostuma, não volta àquilo. Não deixa, não vai. Fique. Não, não ficou. A vela queima, a vela é substituída, queima de novo, acorda no escuro. Incêndio no tempo, na parada, no intervalo, na estação. Acorda com os olhos pesados, com a mente desorganizada, com trauma. Tudo se queima, tudo se perde. Tudo se quebra, tudo sangra. Vermelho tinge cores mais belas, cinza domina tudo. O sorriso se foi, a dor fica aqui.

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