Pare. Olhe. Escute. O dia começou, boa tarde.
Sua noite não foi boa, sua tarde um pouco menos pior. Você acredita, mas não acontece. Não é o seu tempo, não é a sua vez. Não está no seu controle, não está nas suas mãos. À norte, um. À sul, outro. Você vai acreditar no quê?
Que bela montanha-russa; você chegou ao topo. Hora de descer, segure-se. Não. Você caiu de novo. À espera, à luta, novamente. Detritos e atritos num caminho que leva à mesma coisa de sempre. Cada vez pior, cada vez rechaçando mais o que vem. Se perde na raiva, se perde na esperança, cai e sobrecarrega na falta de confiança. Vai confiar no quê, se toda vez que confia você cai? Não é válido correr para receber uma... rasteira? Seria bondade. É receber um golpe de serra elétrica nas pernas. Você vê que aquela tempestade colorida que manchou suas paredes com desgosto parece querer cair de novo. Não, não vai. Não vai? Não. Vai. Não sei.
Agora essa merda que te cega vai te afogando cada vez mais. Você espera e nada vem. Você não sabe nadar, e se vê preso por correntes nesse lago escuro e cheio de dor. Repetem-se os gritos. Que se foda, nenhum humano vai te tirar desse inferno. Você perdeu essa luta, e você não vai tirar tudo aquilo do controle de novo. Nunca mais confie, por mais que o nunca não se cumpra.
Você sabe onde está, não sabe? Não saia disso, volte àquele ano, você não cairá tão cedo.
Ou sim, como sempre.
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