Saturday, May 21, 2011

Devastação e Fragmentos

Sair de tudo isso. Voltar atrás. Nenhuma pista, nenhum caminho coerente. Há corrosão, há destruição. Desmoronamentos, demolições, implosões. Luz se apaga, não se enxerga um metro à frente. A interpretação é falha, seus passos não são lineares, a queda é constante. Um caminho surge, uma porta se abre; que porta, que caminho?

Cinzas, cinzas, poeira. Abandono. Acima de toda a devastação, fé. Paredes racham e em seguida caem. Como um papel sulfite sem qualquer registro, um branco predomina toda a volta; é como um quarto, todo branco, e com nada mais dentro. Portas podem aparecer, mas como vê-las? Pontes são construídas, mas há ruptura em seu meio, e temos uma queda no precipício.

E sai da grama, entra em caminho pétreo. A passos lentos tenta sair, mas onde está a saída? Tenta-se correr impassível, mas quem disse que estes fragmentos não tem vida? Há guerra, confronto da irrealidade com a sobrevivência, com o controle. Controle? Este trem saiu dos trilhos, perdeu seus rodeiros e truques, só existe caixa. Ou estaria tudo queimado?

Estas pedras deixam teu caminho incerto, estes fragmentos te arrebentam, este tudo te implode, este nada te derruba.

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