O cansaço absorve suas forças, absorve sua mente. A pressão interna causa dor e mais dor, rasga a pele e o sangue escorre. No corpo, rastejam palavras, faz a dor circular. Os olhos pesam, a visão embaça. Cansaços trabalham juntos - sim, juntos, porque não existe apenas um - e se desce mais um degrau. Falhas são impressas, decepções no fundo são reveladas. Mediante mentiras, a sensação de ser enganado. Um tornado de situações, um maremoto interno quebrando as barreiras, escorre e desliza pela pele. Se faz em outra queda.
Uma tempestade já alagou mais do que deveria. Tudo submerso, nada se recupera. Um rio vermelho de sangue, um rio escurecido por toda aquela dor. Noite se faz, e cai, assim como um mundo, diante de dois olhos aterrorizados. Sua imagem, intacta, consegue transparecer as cinzas. Não vê quem não quer, não vê quem não tem olhos. Ruas são iguais, avenidas são as mesmas. Não há chão nestas ruas, não existe ar nesta cidade. Foi quase tudo roubado, e o que não foi roubado, desapareceu. Ou nunca existiu. E isso reflete na pressão interna, na dor.
De cinzas à cinzas, a poeira aumenta. A neblina tira a visão, e a cada três passos dados para frente, sete são dados para trás. O final do túnel se mostra cada vez mais longe, pois se mostra uma expansão a cada passo. Onde será esse final, quando será o fim da expansão deste túnel escuro?
Para trás, com o que rasteja, com sangue e mares de dor que passeiam em sua pele, com a escuridão que suas ruas te apresentam. O pesadelo poderia cessar?
Uma hora passa e tudo vai dar certo. Relaxa, mano.
ReplyDelete