Os portões se abrem. O rio flui, a correnteza me leva. Seria aquilo ali, o sol?
Os rasgados joelhos e destruidos pés ainda aguentam o peso do corpo. Ainda houve forças para levantar, ainda procura um modo de fechar aquele portão, lá atrás, que libera os piores monstros, as piores criaturas que ainda insistem em atirar correntes para devolver o terror e as trevas. São criaturas - de certo - provenientes daquele lago de fogo. Se prendam em suas correntes, não relacione em sua negra e sangrenta lista. Deixe ir.
Florestas novas, belos jardins. Ouve-se o canto de pássaros que sobrevoam jardins à frente, e eles anunciam - ou tentam anunciar - a chegada de uma nova temporada. Ainda entre os gritos agonizantes do terror e o canto vivo dos pássaros, procura tomar água do novo trecho do rio. Espera-se que este rio não o faça como demais rios - demonstram o curso mais perfeito, mas escondem uma cachoeira, em que você cai e morre nas pedras lá embaixo.
Luzes batem em seus olhos, que brilham. As montanhas, tão bonitas, as casas, tão bem-feitas. Não tenha medo de entrar na cidade, não há nevoeiro, não há fogo queimando centímetros abaixo do chão. O chão não irá virar pó diante de seus pés. Não há usinas nucleares, não haverá defeito no reator que trará radiação para dentro de você a pura morte. Você não morrerá.
E quebre as correntes.
Je weet al donker poorten. Je weet al leeft steden.
Thursday, June 23, 2011
Tuesday, June 21, 2011
Slough of Despair - Mind Anomaly
É um núcleo de mãos agarrando suas pernas, penetrando suas entranhas sem pedir permissão - é um cenário de morte.
Tentou libertar-se de seu inferno e permaneceu lá. Todos os seus clamores foram abafados por tormentadores de realidade, que resolveram também manchar todos os seus passos com aquilo que está no seu corpo, mas escorre sem que você possa parar ou esconder. Não há lugar para esconder. É visível que suas mãos, toda vez que toca seu corpo, sai terrivelmente marcada por sangue, por escuridão e tenebrosidade.
Mãos malévolas perseguem seu espírito como se o teu fosse o único que os serve para assombrar; tiram de ti todos os gritos, guardam, não devolvem e você não consegue gritar. Sua garganta prende todo o desespero, prende toda a morte que precisava ser libertada dali; te sufoca - você permanece na tortura.
Flores escurecem e escurecem o seu dia. A noite cai, e a lua é tingida de vermelho. Estrelas desaparecem, fogo se alastra pela mais bela floresta - ácido cai da chuva, poças vermelhas preenchem os buracos de sua rua. A velocidade do vento aumenta e destelha sua fortaleza, aquilo que te assombra entra sem dificuldade - já não tem faz tempo. Instala-se a desordem e devastação. Papeis se queimam em meio a ti. Você ouve as agonias, você emite-as por seus olhos; o sangue que mancha a parede também mancha a sua mente - seus pés se perdem; você implora por sua ida - ou volta - para aquele lugar que estavam presas todas essas coisas que puxam, marcam e rasgam.
Sua pele se rasga, sua mente queima. Portas se abrem, e perseguem-te segurando teus pés cortados, banhados em cansaço, banhados em morte. Mas a morte que insiste em recair, falhará...
Tentou libertar-se de seu inferno e permaneceu lá. Todos os seus clamores foram abafados por tormentadores de realidade, que resolveram também manchar todos os seus passos com aquilo que está no seu corpo, mas escorre sem que você possa parar ou esconder. Não há lugar para esconder. É visível que suas mãos, toda vez que toca seu corpo, sai terrivelmente marcada por sangue, por escuridão e tenebrosidade.
Mãos malévolas perseguem seu espírito como se o teu fosse o único que os serve para assombrar; tiram de ti todos os gritos, guardam, não devolvem e você não consegue gritar. Sua garganta prende todo o desespero, prende toda a morte que precisava ser libertada dali; te sufoca - você permanece na tortura.
Flores escurecem e escurecem o seu dia. A noite cai, e a lua é tingida de vermelho. Estrelas desaparecem, fogo se alastra pela mais bela floresta - ácido cai da chuva, poças vermelhas preenchem os buracos de sua rua. A velocidade do vento aumenta e destelha sua fortaleza, aquilo que te assombra entra sem dificuldade - já não tem faz tempo. Instala-se a desordem e devastação. Papeis se queimam em meio a ti. Você ouve as agonias, você emite-as por seus olhos; o sangue que mancha a parede também mancha a sua mente - seus pés se perdem; você implora por sua ida - ou volta - para aquele lugar que estavam presas todas essas coisas que puxam, marcam e rasgam.
Sua pele se rasga, sua mente queima. Portas se abrem, e perseguem-te segurando teus pés cortados, banhados em cansaço, banhados em morte. Mas a morte que insiste em recair, falhará...
Sunday, June 19, 2011
Darkness at Noon
O céu é tomado por nuvens vermelhas - olhos amarelos enxergam seus passos: não corra; seu caminho está traçado.
Segure e guarde as suas lágrimas, você precisará de muitas delas. As mãos do terror seguram seus pés e as tais nuvens vermelhas assombram-te em seu caminho. Não pule, não corra, você não vai conseguir. Gritos de ódio te perseguem em um quarto escuro; você não vê as paredes e só sabe que ali existe um chão porque seus pés o sentem. A agonia se instala em sua garganta e te cala em meio a gritos. Você tenta fugir daquele quarto, a porta está trancada, e ali não há luz. Você se aproxima da parede e mãos te tocam, mãos que você não sabe de quem - ou o quê - são. Poupe seus clamores, cale-se. Você não sabe o que está ali com você, e o horror estampado em seu rosto é como alimento ao que ali habita.
Uma janela se abre, você escapa. As nuvens se juntam e uma chuva inicia. Gotas de sangue e raios de ódio. Aquele sangue te aterroriza e você tenta abrigo em baixo de uma árvore. As folhas desta árvore são negras, e são somadas à escuridão que domina aquele lugar. Parabéns, você está dentro de um quadro do terror. Preocupe-se com sua sobrevivência, aqueles olhos amarelos se tornaram vermelhos, do mesmo sangue que cai naquela chuva. Vire-se, e comece a chorar. Esconda teu rosto. Fuja, e tente procurar algo melhor.
Você corre por quilômetros. Não adianta, correntes te prendem e arrastam para um lago escuro. Te olham por cima, e tudo de você será destruído. Suas lágrimas pesam, sangram e escurecem-te. O cenário - o pior da sua vida - que você vê (e vive) não parece próximo de terminar. O chão é manchado pelo que há de pior, o escuro lago te cobre com mãos que lhe puxam para baixo. Você não consegue gritar; o sangue coagula em teu corpo. Seu cérebro queima, seus olhos congelam. Você começa a lutar e é paralisado. Fuja, fuja, fuja, você não consegue.
E clareia-se horrorizado, procurando caminho, procurando outros quadros.
O único quadro é o do terror, definitivamente.
Saturday, June 18, 2011
099 - 00142102
Tell me that you need me because I love you so much.
Say you'll never leave me because I need you so much.
Don't go.
(Bring Me The Horizon - Don't Go)
Sunday, June 12, 2011
076
O que é, o que é?
Clara e salgada,
cabe em um olho e pesa uma tonelada.
Tem sabor de mar,
pode ser discreta.
Inquilina da dor,
morada predileta.
Na calada ela vem,
refém da vingança,
irmã do desespero,
rival da esperança.
Pode ser causada por vermes e mundanas
ou pelo espinho da flor,
cruel que você ama.
Amante do drama,
vem pra minha cama,
por querer, sem me perguntar me fez sofrer.
E eu que me julguei forte,
e eu que me senti,
serei um fraco quando outras delas vir.
Se o barato é louco e o processo é lento,
no momento,
deixa eu caminhar contra o vento.
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável.
(É quente) Borrou a letra triste do poeta.
(Só) Correu no rosto pardo do profeta.
Verme sai da reta,
a lágrima de um homem vai cair,
esse é o seu B.O. pra eternidade.
Diz que homem não chora,
tá bom, falou,
Não vai pra grupo irmão aí,
Jesus chorou.
Clara e salgada,
cabe em um olho e pesa uma tonelada.
Tem sabor de mar,
pode ser discreta.
Inquilina da dor,
morada predileta.
Na calada ela vem,
refém da vingança,
irmã do desespero,
rival da esperança.
Pode ser causada por vermes e mundanas
ou pelo espinho da flor,
cruel que você ama.
Amante do drama,
vem pra minha cama,
por querer, sem me perguntar me fez sofrer.
E eu que me julguei forte,
e eu que me senti,
serei um fraco quando outras delas vir.
Se o barato é louco e o processo é lento,
no momento,
deixa eu caminhar contra o vento.
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável.
(É quente) Borrou a letra triste do poeta.
(Só) Correu no rosto pardo do profeta.
Verme sai da reta,
a lágrima de um homem vai cair,
esse é o seu B.O. pra eternidade.
Diz que homem não chora,
tá bom, falou,
Não vai pra grupo irmão aí,
Jesus chorou.
(Racionais Mc's - Jesus Chorou)
Dedicated
Nós plantamos amor, e colhemos dor. Agora que se plante ódio, até que algo mude.
Já senti ódio outras vezes. Foram poucas, não sou de sentir isso, não faz o meu estilo. Mas infelizmente a vida não te condiciona e nem proporciona apenas amor. Você passa por situações injustas, tenta não criar algum tipo de raiva, tenta manter sua sanidade, mas chega a um ponto que você não quer mais nada disso. Ou quer mudar um pouco do seu estilo para ver se algo muda.
Entramos num túnel não iluminado. O chão tem marcas de sangue; os ruídos são gritos de dor. Você passa, olha, e nada faz. Não é problema seu. Deixe lá, agonizando, que se queime até o último milímetro de você. Jamais ajudaria se visse. Grite, até o seu último minuto. Mas fique vivo; eu não te desejo a morte. Apenas queime, apenas quebre, apenas caia, se vai se levantar, foda-se, mas viva aquele sabor de morte e desespero. Que a escuridão caia sobre você, e que não saia tão cedo.
Não é estranho como as coisas mudam? É, bastante. Conceitos mudaram, sentimentos escureceram e bateram à porta. Você vence, e não merece. Escória deste estado, deste continente, planeta. Lixo que merece ser pisado. Você confundiu mentes, atordoou corações, mudou caminhos. Por estes caminhos mudados, que você pegue o seu caminho e se perca, se jogue de pontes, corte o seu braço até que sua pele sangre óleo; porque sangue você não tem. Coração, muito menos. Que sangue manche o seu rosto, de forma que aprenda que a vida não é isso que você enxerga, nem isso que você um dia jogou no lixo. Memórias permanecem com o passar do tempo. Não interessa em qual ano você o fez, atrapalhou rumos de um ano seguinte. Que seja pregado em seu coração a pura dor, seja por substituição, por derrota, ou por qualquer outra infelicidade. É o que merece. Porque algo tão ridículo é merecedor de algo tão grandioso? "Justiça reina; obrigado".
Seu merecimento é derrota; solidão; sangue deixando o seu corpo; escuridão caindo forte em sua vida, te cegando e queimando seus olhos assim como uma vida planejada foi destruída. Destruição, quedas, horrores. Nunca havia desejado tanta coisa ruim pra alguém. Injustiça me levou à isso.
Queime, queime, e não morra. Sofra, grite, e continue vivo. É o que eu te desejo, por mais errado que seja.
Nas minhas mãos escorrem ódio, e na sua, escorrerá sangue.
Já senti ódio outras vezes. Foram poucas, não sou de sentir isso, não faz o meu estilo. Mas infelizmente a vida não te condiciona e nem proporciona apenas amor. Você passa por situações injustas, tenta não criar algum tipo de raiva, tenta manter sua sanidade, mas chega a um ponto que você não quer mais nada disso. Ou quer mudar um pouco do seu estilo para ver se algo muda.
Entramos num túnel não iluminado. O chão tem marcas de sangue; os ruídos são gritos de dor. Você passa, olha, e nada faz. Não é problema seu. Deixe lá, agonizando, que se queime até o último milímetro de você. Jamais ajudaria se visse. Grite, até o seu último minuto. Mas fique vivo; eu não te desejo a morte. Apenas queime, apenas quebre, apenas caia, se vai se levantar, foda-se, mas viva aquele sabor de morte e desespero. Que a escuridão caia sobre você, e que não saia tão cedo.
Não é estranho como as coisas mudam? É, bastante. Conceitos mudaram, sentimentos escureceram e bateram à porta. Você vence, e não merece. Escória deste estado, deste continente, planeta. Lixo que merece ser pisado. Você confundiu mentes, atordoou corações, mudou caminhos. Por estes caminhos mudados, que você pegue o seu caminho e se perca, se jogue de pontes, corte o seu braço até que sua pele sangre óleo; porque sangue você não tem. Coração, muito menos. Que sangue manche o seu rosto, de forma que aprenda que a vida não é isso que você enxerga, nem isso que você um dia jogou no lixo. Memórias permanecem com o passar do tempo. Não interessa em qual ano você o fez, atrapalhou rumos de um ano seguinte. Que seja pregado em seu coração a pura dor, seja por substituição, por derrota, ou por qualquer outra infelicidade. É o que merece. Porque algo tão ridículo é merecedor de algo tão grandioso? "Justiça reina; obrigado".
Seu merecimento é derrota; solidão; sangue deixando o seu corpo; escuridão caindo forte em sua vida, te cegando e queimando seus olhos assim como uma vida planejada foi destruída. Destruição, quedas, horrores. Nunca havia desejado tanta coisa ruim pra alguém. Injustiça me levou à isso.
Queime, queime, e não morra. Sofra, grite, e continue vivo. É o que eu te desejo, por mais errado que seja.
Nas minhas mãos escorrem ódio, e na sua, escorrerá sangue.
Saturday, June 11, 2011
Can't seem to get away from misery.
A culpa se transformou em um monstro e os erros foram jogados na sua cara; que belo jeito de sobreviver.
Aqui estou mais um dia,sob olhar sanguinário do vigia pensando sem controle em uma solução pra todo esse descontrole, tentando sair desse estado de desordem, e agora o que te encontra são os seus próprios erros, são suas lógicas intermináveis contra-argumentando você mesmo. Vai pensar, vai. Mas mesmo que eu não quisesse, pensaria. Pensaria em parar, pensaria em continuar, já me confundiria.
São seis horas da tarde de um sábado desanimado. E, o que é isso? Meus planos viraram papéis queimados, meus textos viraram trechos de um grande rabisco. "A AG é para a próxima aula"; "Próxima estação: Pinheiros, acesso a linha 9 - esmeralda." Poxa vida, é isso todos os dias. Rotina, padrões, cinzas. É exatamente o que eu gosto, já que eu sempre gostei de seguir regras (quem me conhece, fico agradecido de pegar as ironias) e me afogar em rotininhas vazias. Vazio, não, não me sinto vazio. Nem dá. Eu tô bem cheio, na verdade. Cheio de pensar nos meus erros, cheio de ter que passar por tanto, cheio de mentiras, cheio de me foder, cheio de altruísmo. E, sinceramente, altruísmo é o caralho. Poucas pessoas são merecedoras do meu, mas poucas mesmo, no máximo dez.
Ok, amanhã é dia dos namorados. Sinceramente, que se foda. Desde o meu primeiro amor, em 2005, só me decepcionei com esse dia. Só me decepcionei com todo esse caralho. Aliás, bem proporcional essa vida. Fiz sofrer uma (ou duas vezes), e sofri mais de sete. Justiça reina; obrigado. Aqui temos um Daniel que tem muita coisa pra dizer - de amor - e tem que esconder e acumular tudo. Fica entalado na garganta, junto com palavras de ódio que tenho para algumas pessoas, mas não é correto cultivar ódio. Aliás, nada é bom pra cultivar. Se eu cultivo amor, eu acabo colhendo dor; se cultivo ódio, acabo colhendo brigas.ENTÃO VOU CULTIVAR MACONHA PORQUE PELO MENOS DÁ DINHEIRO. Então, olha só, fico sem o que fazer.
De cinzas à cinzas, agora que se foda a poeira. Não sei bem pelo que lutar, não sei o que faço aqui. Não sei se sorrio, se choro, se grito, se corro atrás do que eu quero... porra, eu não sei. Quero tanto agir, quero tanto ter, mas e aí? E não vão pensar: "ah, você não dá valor àquilo que tem". LÓGICO QUE EU DOU VALOR. Se não fosse por tudo que tenho, eu estaria numa merda completa. Eu só quero expandir, só quero crescer. "Quem tudo quer, tudo perde". Eu não quero tudo, só quero mais um pouco. É um direito de qualquer pessoa, não é?
"And you can put the blame on me."
Culpa não era um sentimento que eu costumava ter. Só que agora eu me culpo de coisas que não deveria e me perco na justificativa que procuro para erros. Lógico, você viu por outro lado. Parece que nada que você faz sai do jeito que você quer. Quanto mais você quer ser o melhor, mais você é o pior. Ou não, vai ver você não merece ser o melhor. Sabe, nasce para ficar embaixo? Eu nunca gostei de correr atrás, e tudo que tenho que fazer precisa que eu corra além do que as minhas pernas conseguem. É crime eu ser mais feliz do que sem sentimento, triste ou estressado? Espero e luto por algo que me faz enfrentar o mundo com mais tranquilidade... e aí? O que é que eu ganho? Eu não duvido, eu só estou desanimado.
Nuvens tiram meu sol de vista, neblinas tiram minha visão.
Quanto eu vou ter que fazer e quanto eu vou esperar até eu poder ver meu sol de novo?
Aqui estou mais um dia,
São seis horas da tarde de um sábado desanimado. E, o que é isso? Meus planos viraram papéis queimados, meus textos viraram trechos de um grande rabisco. "A AG é para a próxima aula"; "Próxima estação: Pinheiros, acesso a linha 9 - esmeralda." Poxa vida, é isso todos os dias. Rotina, padrões, cinzas. É exatamente o que eu gosto, já que eu sempre gostei de seguir regras (quem me conhece, fico agradecido de pegar as ironias) e me afogar em rotininhas vazias. Vazio, não, não me sinto vazio. Nem dá. Eu tô bem cheio, na verdade. Cheio de pensar nos meus erros, cheio de ter que passar por tanto, cheio de mentiras, cheio de me foder, cheio de altruísmo. E, sinceramente, altruísmo é o caralho. Poucas pessoas são merecedoras do meu, mas poucas mesmo, no máximo dez.
Ok, amanhã é dia dos namorados. Sinceramente, que se foda. Desde o meu primeiro amor, em 2005, só me decepcionei com esse dia. Só me decepcionei com todo esse caralho. Aliás, bem proporcional essa vida. Fiz sofrer uma (ou duas vezes), e sofri mais de sete. Justiça reina; obrigado. Aqui temos um Daniel que tem muita coisa pra dizer - de amor - e tem que esconder e acumular tudo. Fica entalado na garganta, junto com palavras de ódio que tenho para algumas pessoas, mas não é correto cultivar ódio. Aliás, nada é bom pra cultivar. Se eu cultivo amor, eu acabo colhendo dor; se cultivo ódio, acabo colhendo brigas.
De cinzas à cinzas, agora que se foda a poeira. Não sei bem pelo que lutar, não sei o que faço aqui. Não sei se sorrio, se choro, se grito, se corro atrás do que eu quero... porra, eu não sei. Quero tanto agir, quero tanto ter, mas e aí? E não vão pensar: "ah, você não dá valor àquilo que tem". LÓGICO QUE EU DOU VALOR. Se não fosse por tudo que tenho, eu estaria numa merda completa. Eu só quero expandir, só quero crescer. "Quem tudo quer, tudo perde". Eu não quero tudo, só quero mais um pouco. É um direito de qualquer pessoa, não é?
"And you can put the blame on me."
Culpa não era um sentimento que eu costumava ter. Só que agora eu me culpo de coisas que não deveria e me perco na justificativa que procuro para erros. Lógico, você viu por outro lado. Parece que nada que você faz sai do jeito que você quer. Quanto mais você quer ser o melhor, mais você é o pior. Ou não, vai ver você não merece ser o melhor. Sabe, nasce para ficar embaixo? Eu nunca gostei de correr atrás, e tudo que tenho que fazer precisa que eu corra além do que as minhas pernas conseguem. É crime eu ser mais feliz do que sem sentimento, triste ou estressado? Espero e luto por algo que me faz enfrentar o mundo com mais tranquilidade... e aí? O que é que eu ganho? Eu não duvido, eu só estou desanimado.
Nuvens tiram meu sol de vista, neblinas tiram minha visão.
Quanto eu vou ter que fazer e quanto eu vou esperar até eu poder ver meu sol de novo?
Sunday, June 05, 2011
Lost shit
Foi passado em branco, foi desperdiçado; mas é claro.
Então se iniciou. Tanta coisa ridícula, tanta coisa sem necessidade. Mas foi, juntou sorrisos, desesperos, brilhos e cinzas. Muito foi escrito, muito foi apagado. Tudo foi perdido, esgotado, morto. Tanta queimadura, tanta pressão, tanta esperança... e pra quê? Aquilo não era a melhor resposta, mas era o que vinha. Músicas foram carregadas de associações e mágoas - perdi uma ótima banda de se ouvir - e, para quê? Nada. Muito, muito, muito, nada. Muito até na espera, e bem pior do que quando seu voo atrasa e você tem que ficar esperando no aeroporto lendo revistas tão interessantes quanto um papel de lan-house que te entregam na rua. Minutos, horas, dias, meses. Só faltava ter anos, também. Mas chega, né. Veio como uma luz - e que luz maravilhosa - e cegou aqueles olhos com lágrimas de felicidade. Tanto, tanto, tanto. E se perdeu. Se perdeu feio. Um, dois, três, quatro, cinco, treze, vinte e sete. Nada. Até que... aquilo fez um corte profundo na sua mente. Foi deixado pra trás, pra quê? Servia como pretexto pra vingança? Servia; nem houve tempo. Mas o dia estava ficando mais claro, já havia perdido aquela rua. E tudo foi perdido... ou talvez tudo nunca tenha sido encontrado... naquela ocasião.
Então se iniciou. Tanta coisa ridícula, tanta coisa sem necessidade. Mas foi, juntou sorrisos, desesperos, brilhos e cinzas. Muito foi escrito, muito foi apagado. Tudo foi perdido, esgotado, morto. Tanta queimadura, tanta pressão, tanta esperança... e pra quê? Aquilo não era a melhor resposta, mas era o que vinha. Músicas foram carregadas de associações e mágoas - perdi uma ótima banda de se ouvir - e, para quê? Nada. Muito, muito, muito, nada. Muito até na espera, e bem pior do que quando seu voo atrasa e você tem que ficar esperando no aeroporto lendo revistas tão interessantes quanto um papel de lan-house que te entregam na rua. Minutos, horas, dias, meses. Só faltava ter anos, também. Mas chega, né. Veio como uma luz - e que luz maravilhosa - e cegou aqueles olhos com lágrimas de felicidade. Tanto, tanto, tanto. E se perdeu. Se perdeu feio. Um, dois, três, quatro, cinco, treze, vinte e sete. Nada. Até que... aquilo fez um corte profundo na sua mente. Foi deixado pra trás, pra quê? Servia como pretexto pra vingança? Servia; nem houve tempo. Mas o dia estava ficando mais claro, já havia perdido aquela rua. E tudo foi perdido... ou talvez tudo nunca tenha sido encontrado... naquela ocasião.
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