Tuesday, July 09, 2013

The Opening of the Door

Este texto vai ser mais um daqueles que eu não me preocupo tanto com a estrutura e em manter o português totalmente impecável. Provavelmente algumas coisinhas irão passar despercebidas, mas a ideia é dizer o que eu quero.

Hoje eu resolvi juntar cento e dez textos meus que foram escritos entre 2010 e 2013 e reparei como as coisas aconteciam de forma drasticamente diferente até abril do ano passado. A forma de escrever mudou, os temas centrais mudaram, a minha vida mudou - eu mudei muito.

Como eu geralmente não imagino, coloquei minha vida em situações que me fizeram repensar em tudo o que  eu estava vivendo, em como eu estava vivendo. Eu estou no melhor centro universitário do país sem pagar nada por isso e tenho um relacionamento amoroso com as coisas que eu sempre sonhei. Mas por que as coisas não estão caminhando direito?

Eu queria chegar ao final deste texto com todas as coisas caminhando bem. Não entendo por que as coisas boas não funcionam bem comigo. Vem sendo complicado pra mim essa vitimização sem fim. Não nasci pra isso, eu pretendo ser grande, e não ficar sentado em um canto perguntando a mim mesmo o que devo fazer.

Não vou entrar na questão da faculdade porque é um assunto que não cabe em um blog como o meu. Como sempre, vou abordar o amor. E, meu Deus, que amor mais anormal esse que eu sinto.

E sabe por que eu digo que é anormal? Porque ele não me deixa pensar direito. Tenho me perguntado há meses se em algum momento eu vou conseguir estabilizar minha mente com o meu coração. Eu não entendo bem, mas não consigo ficar em paz quando te vejo dando atenção para alguém, principalmente quando fico sozinho. Pode ser pelo que aconteceu? Pode. Mas isso me parece mais como uma grande lacuna na minha cabeça. E não consigo pedir nada pra você. Sempre que tenho essa vontade, sinto que vou te sobrecarregar ainda mais e piorar a situação. E o que eu faço, então, é tentar ao máximo não exigir. Mas não consigo. Meu amor por você é anormal.

Sabe, andei lendo uns textos antigos meus, e vi que não perdi a minha essência. Você pode considerar infantil, tonto, seja lá o que for, mas eu gosto das coisas simplezinhas que são enormes. Eu gosto daquele carinho no cabelo, daquela declaração do nada no meio da noite, daqueles beijos apaixonados de meia-hora. Você me disse que espera diferente de um relacionamento, como maturidade e crescimento. Sim, eu espero o mesmo que você, mas acredito que temos entendimento diferente. Tenho medo de tudo se basear demais na seriedade. E não, eu não estou dizendo que você não é carinhosa, e nem mesmo que eu estou insatisfeito. Eu quero te explicar um pouco do que há dentro de mim. E você deveria saber, também, que muito do que há dentro de mim é você.

Eu sou um bobo apaixonado, não sei se você percebeu. Tenho vontade de me perder em você, de me perder com você, de sair ao mundo com você. Mas acho que fomos longe demais na parte de nos perdermos. Você não tem ideia do quanto eu quero que o dia sete de julho de 2013 suma da minha memória. Você não tem ideia do quanto eu te quero longe da Avenida 9 de Julho e seus arredores. Aquela noite foi uma das piores da minha vida. Eu não conseguia me sentir em outro lugar senão no inferno. Eu não reconhecia a mim e não reconhecia você. Não é desse jeito que eu quero me perder com você.

Eu queria te lembrar, outra vez, que nada do que estou falando são reclamações e nem mesmo insatisfações. São algumas coisas que estão na minha cabeça que eu quis te contar. Você deveria saber que eu sou feliz contigo, mas tenho algo que me impede de me manter tranquilo quando não estou sozinho com você. Se você souber o que é, me avisa. Eu receio que seja medo. Medo de você, medo do mundo. Acumulei coisa demais em mim e eu não consigo me sentir em paz. Eu odeio fazer pedidos, mas você conseguiria me colocar em paz? Não é uma exigência, é um pedido com todo o amor que eu sinto. E com isso não entenda que te quero longe, entenda que te quero perto, comigo, bem pertinho, bem colado. Te quero com um sorriso ao acordar do meu lado de manhã, sorrindo pra mim enquanto segura sua xícara de café com as duas mãos e do nada olha pra mim com um sorriso confuso me perguntando por que eu estou te olhando. Você entende essas coisinhas simples? Mal deve você saber as coisas que eu reparo você fazer e os movimentos que você faz. Considero perda de tempo me apaixonar e não guardar detalhes, não querer detalhes.

Eu espero que você entenda que não é por mal que me irrito com você por coisas pequenas. Nunca quis ser um chato. Sei que, sem perceber, acabo exigindo muito. Sempre tive minhas expectativas num patamar muito elevado no amor. Sempre quis muito de mim, sempre quis muito da vida. Não me culpo por isso porque eu quero fazer o melhor por você. Eu quero fazer o melhor pra te fazer bem. Eu não quero ser quem estraga seu dia ou não serve pra te animar, e acabo querendo que você queira isso pra mim, também. Não nego, sou verdadeiro com você.

Não nego que te amar dá trabalho. Torço para que um dia estejamos de bem com a vida do outro, coisa que ainda não acertamos. Mas tenho boa fé. Lhe peço para que nunca, em hipótese alguma, faça algo que possa abalar os pilares estruturais do que sinto por você. Seria demais pra mim.

O que você não entender daqui, me pergunta, fala comigo. Se entender, fala também. Mas não fique em silêncio em hipótese alguma. Seu silêncio me mata.



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