Friday, September 26, 2014

The Symbol Out of the Room

Admito nem fazer ideia do que vai ser escrito, mas vou de método antigo para tentar satisfazer a inquietação da minha alma.

Aqui estamos outra vez, na velha página branca do recanto praticamente repleto de amarguras que é isso aqui, e me entristeço por não ser por um bom motivo. Caí dentro de mim mais uma vez e estou cercado de uma força obscura que me leva ao delírio profundo de não conhecer a mim mesmo, mais. Estou em uma constante perda de sanidade.

Olho em volta e não sei bem onde estou. O coração bate acelerado enquanto sou tomado por vertigem e raciocínio perdido. Me perco nas fortes luzes que agridem meus olhos, que sangram à primeira tentativa de desvincular-me do poço escuro em que me alma se meteu. E longe, perdida, tento apoiar-me no entulho que se amontoou em minha razão. Desconheço meu maior conhecido.

E falho em toda tentativa de socorrer-me da luta abrupta a qual fui posto a disputar. E perco feio. Caminho nas pedras que minha alma pesada deixou de ponta a ponta, com a dor nos pés do nomadismo ao qual me submeti. E arrependo-me de ter visto minha essência ir embora - corri e não a alcancei. Ficou o corpo.

Na falta de conexão com as profundas partes da minha mente, ouço uma voz que insiste em me tirar do caminho: você perdeu, você falhou, você atrai o fracasso - e, ao que resisto, mais desencontro de minha essência.

E minhas mãos trêmulas refletem o que insiste em rasgar o meu peito: tua angústia é teu abraço, e não se fará livre do braço que lhe puxa para longe de ti.

e em amargura serás acolhido
por muitas vezes até que te encontres
expulsando a luz de tua essência
dando aos monstros que te habitam

Caminhas para a insanidade.

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