Não é muita novidade que eu esteja mais uma vez escrevendo sobre amor, deve ser uma das únicas coisas que eu faço (direito ou não) na minha vida. A novidade disso tudo é estar voltando a escrever sobre isso em meio a tanto cansaço e tantas outras coisas que estão em volta de mim.
O que importa nisso tudo é o lugar em que cheguei. De certa forma, eu não imaginei. Mas não sei se faz diferença imaginar ou não, no fundo acaba virando a mesma história. É aquela coisa: amo a presença, amo a voz, os carinhos, qualquer coisa que seja estar perto de mim. Breaking news, é assim que tem que ser, mesmo. O que diferencia é se faz bem ou não.
Faz bem e não faz. Aquela coisa de amor ser antítese, contradição, etc., sabe? Abrir espaços para que a pessoa se aprofunde em você e, ao mesmo tempo, não deixar que ela veja o que você não tem de bom por medo de que ela vá embora. Mas ah, de que vale abrir o parque de diversões e deixar as montanhas-russas fechadas? O amor válido é diversão e emoção; é medo, também - e é isso que faz valer a pena.
O negócio é que mesmo nessa paixão toda por você, sei que não adianta nada dar um passo a frente, mandar indiretas, falar, falar e falar: o resultado é sempre o mesmo. É aquela sensação gostosa de sonhar um mundo com você e a realidade intransigente de não sair do zero. Vejamos, é sempre a mesma história: não adianta falar, porque não dá certo. Não segue, não vira nada, se vira, é pro lado errado. Isso pode ser pessimismo ou somente pura realidade, mas não muda o que é, o que sempre foi: puro desencontro, o tempo todo.
A coisa se tornou em pura valorização do mínimo que eu possa receber e agonia pelo que eu queria e não tenho. Mas o que vale nisso tudo é que eu realmente te amo, mesmo em silêncio público e dissertação privada. Tudo bem, isso é o de sempre. Sonhar em silêncio para que a alegoria não destrua a boa realidade que eu possa vir a perder.
Você consegue explicar tudo aquilo que eu sinto e não consigo entender... Como sempre, texto incrível.
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