Eu preciso aprender que eu tenho muito
e, desse muito, boa parte não é interessante
Eu preciso aprender que não é porque eu corro atrás
que correrão de volta
Eu preciso aprender que não é porque eu faço de tudo
que farão de volta
Eu preciso aprender que não é porque eu gosto
que corresponderão
(e não tão somente amor, também falo de amizade)
Eu preciso aprender que não é porque eu gosto da presença
que também gostarão da minha
Eu preciso aprender a aceitar
que nem sempre estarão presentes quando eu mais precisar
que nem sempre preferirão à
e nem sempre esperarão por mim
Eu preciso aprender a mentir
para não atrapalhar sorrisos
mesmo quando a minha infelicidade tiver tomado conta
Eu preciso aprender a representar
para reforçar a mentira altruísta
e não deixar externar a desordem
Eu preciso aprender a controlar
o que eu sinto de ruim
o meu egoísmo por quem eu preciso
o meu infeliz costume de criticar -
mesmo que eu esteja inconformado
Eu preciso aprender a ser
algo melhor
mais vivo
menos eu
para que eu seja mais eu -
um eu melhor.
Eu preciso aprender.
Tuesday, September 25, 2012
Sunday, September 23, 2012
Is It Something Missing?
Não é incomum saber que eu nunca fui muita coisa. Não era costume eu fazer algo que realmente fizesse eu me sentir completo, realizado ou algo que suprisse a falta de algo importante. Porém, você apareceu.
No que você apareceu, à primeira vista, não imaginei o que viria a ser a sua presença. Já havia vivido intensidades por outras vezes, mas nunca como a sua. Pois bem, aí é que tudo começou.
No começo, vi que acabaria dentro do padrão ao qual já estava acostumado. Que inocência a minha, meu Deus!, que inocência. A partir da inocência, comecei a viver a nova história.
Enquanto eu partia da inocência, a intensidade foi aparecendo. Foi crescendo mais e mais, e, sem perceber, superou todas as previsões. Superou, inclusive, meu controle da situação - que, por sinal, eu não me preocupava em ter -, o que foi um erro proporcional à intensidade. Bobo que sou, deixei de viver a minha vida para viver cada segundo do que havia começado.
Para ser claro, passei a viver uma outra vida: a vida dela. Até então, eu não me importava com a minha, o que fez ficar mais fácil eu deixar a minha vida em espera. Só que eu não achava ruim, bem como não sabia se era ou não. O que realmente era interessante, era plausível de ser vivido, era aquela vida que havia cruzado a minha. E foi assim que aconteceu: me entreguei mais do que totalmente. Entreguei até o que havia além do que eu conhecia.
O que fazia eu me sentir vivo era adentrar sua alma, me dedicar a ela. Entrar em outra atmosfera, já que a minha não me valia a pena. Cada tempo que dedicava parecia pouco, mas mal percebia eu que passava muito mais do que eu poderia imaginar. E cada batida de seu coração me fazia sentir completo, com a falta que eu sempre tive suprida. Era o ápice do que eu poderia ter vivido, porque me tornara algo tão melhor do que sempre fui.
Mas aí ela foi embora.
No que ela foi embora e seguiu sua vida, eu fiquei. Pouco a pouco, notei que a sensação de ser uma pessoa melhor foi uma ótima enganação. De volta ao o que eu era antes, segui em direção ao meu poço mental. O espaço que você preenchia esvaziou, e fui obrigado a viver a minha vida. De início, não foi assustador. Tempo depois, vi que era bem a mesma coisa de antes: insuficiente. Faltava algo.
Me afoguei tanto na alma dela que esqueci da minha. Esqueci tanto que provavelmente nunca vou saber em qual lugar ficou a alma inocente que eu tinha antes. Inocência que faz falta, porque me evitava de um colapso a cada falta que eu sinto.
Atualmente, vivendo a minha vida, há coisas que fazem com que eu faça uma releitura de Camões: estou em um descontentamento descontente.
Não sei viver só a minha vida, pelo menos como está. Falta algo.
No que você apareceu, à primeira vista, não imaginei o que viria a ser a sua presença. Já havia vivido intensidades por outras vezes, mas nunca como a sua. Pois bem, aí é que tudo começou.
No começo, vi que acabaria dentro do padrão ao qual já estava acostumado. Que inocência a minha, meu Deus!, que inocência. A partir da inocência, comecei a viver a nova história.
Enquanto eu partia da inocência, a intensidade foi aparecendo. Foi crescendo mais e mais, e, sem perceber, superou todas as previsões. Superou, inclusive, meu controle da situação - que, por sinal, eu não me preocupava em ter -, o que foi um erro proporcional à intensidade. Bobo que sou, deixei de viver a minha vida para viver cada segundo do que havia começado.
Para ser claro, passei a viver uma outra vida: a vida dela. Até então, eu não me importava com a minha, o que fez ficar mais fácil eu deixar a minha vida em espera. Só que eu não achava ruim, bem como não sabia se era ou não. O que realmente era interessante, era plausível de ser vivido, era aquela vida que havia cruzado a minha. E foi assim que aconteceu: me entreguei mais do que totalmente. Entreguei até o que havia além do que eu conhecia.
O que fazia eu me sentir vivo era adentrar sua alma, me dedicar a ela. Entrar em outra atmosfera, já que a minha não me valia a pena. Cada tempo que dedicava parecia pouco, mas mal percebia eu que passava muito mais do que eu poderia imaginar. E cada batida de seu coração me fazia sentir completo, com a falta que eu sempre tive suprida. Era o ápice do que eu poderia ter vivido, porque me tornara algo tão melhor do que sempre fui.
Mas aí ela foi embora.
No que ela foi embora e seguiu sua vida, eu fiquei. Pouco a pouco, notei que a sensação de ser uma pessoa melhor foi uma ótima enganação. De volta ao o que eu era antes, segui em direção ao meu poço mental. O espaço que você preenchia esvaziou, e fui obrigado a viver a minha vida. De início, não foi assustador. Tempo depois, vi que era bem a mesma coisa de antes: insuficiente. Faltava algo.
Me afoguei tanto na alma dela que esqueci da minha. Esqueci tanto que provavelmente nunca vou saber em qual lugar ficou a alma inocente que eu tinha antes. Inocência que faz falta, porque me evitava de um colapso a cada falta que eu sinto.
Atualmente, vivendo a minha vida, há coisas que fazem com que eu faça uma releitura de Camões: estou em um descontentamento descontente.
Não sei viver só a minha vida, pelo menos como está. Falta algo.
Sunday, September 09, 2012
We Have No News Until Now
Não é muita novidade que eu esteja mais uma vez escrevendo sobre amor, deve ser uma das únicas coisas que eu faço (direito ou não) na minha vida. A novidade disso tudo é estar voltando a escrever sobre isso em meio a tanto cansaço e tantas outras coisas que estão em volta de mim.
O que importa nisso tudo é o lugar em que cheguei. De certa forma, eu não imaginei. Mas não sei se faz diferença imaginar ou não, no fundo acaba virando a mesma história. É aquela coisa: amo a presença, amo a voz, os carinhos, qualquer coisa que seja estar perto de mim. Breaking news, é assim que tem que ser, mesmo. O que diferencia é se faz bem ou não.
Faz bem e não faz. Aquela coisa de amor ser antítese, contradição, etc., sabe? Abrir espaços para que a pessoa se aprofunde em você e, ao mesmo tempo, não deixar que ela veja o que você não tem de bom por medo de que ela vá embora. Mas ah, de que vale abrir o parque de diversões e deixar as montanhas-russas fechadas? O amor válido é diversão e emoção; é medo, também - e é isso que faz valer a pena.
O negócio é que mesmo nessa paixão toda por você, sei que não adianta nada dar um passo a frente, mandar indiretas, falar, falar e falar: o resultado é sempre o mesmo. É aquela sensação gostosa de sonhar um mundo com você e a realidade intransigente de não sair do zero. Vejamos, é sempre a mesma história: não adianta falar, porque não dá certo. Não segue, não vira nada, se vira, é pro lado errado. Isso pode ser pessimismo ou somente pura realidade, mas não muda o que é, o que sempre foi: puro desencontro, o tempo todo.
A coisa se tornou em pura valorização do mínimo que eu possa receber e agonia pelo que eu queria e não tenho. Mas o que vale nisso tudo é que eu realmente te amo, mesmo em silêncio público e dissertação privada. Tudo bem, isso é o de sempre. Sonhar em silêncio para que a alegoria não destrua a boa realidade que eu possa vir a perder.
O que importa nisso tudo é o lugar em que cheguei. De certa forma, eu não imaginei. Mas não sei se faz diferença imaginar ou não, no fundo acaba virando a mesma história. É aquela coisa: amo a presença, amo a voz, os carinhos, qualquer coisa que seja estar perto de mim. Breaking news, é assim que tem que ser, mesmo. O que diferencia é se faz bem ou não.
Faz bem e não faz. Aquela coisa de amor ser antítese, contradição, etc., sabe? Abrir espaços para que a pessoa se aprofunde em você e, ao mesmo tempo, não deixar que ela veja o que você não tem de bom por medo de que ela vá embora. Mas ah, de que vale abrir o parque de diversões e deixar as montanhas-russas fechadas? O amor válido é diversão e emoção; é medo, também - e é isso que faz valer a pena.
O negócio é que mesmo nessa paixão toda por você, sei que não adianta nada dar um passo a frente, mandar indiretas, falar, falar e falar: o resultado é sempre o mesmo. É aquela sensação gostosa de sonhar um mundo com você e a realidade intransigente de não sair do zero. Vejamos, é sempre a mesma história: não adianta falar, porque não dá certo. Não segue, não vira nada, se vira, é pro lado errado. Isso pode ser pessimismo ou somente pura realidade, mas não muda o que é, o que sempre foi: puro desencontro, o tempo todo.
A coisa se tornou em pura valorização do mínimo que eu possa receber e agonia pelo que eu queria e não tenho. Mas o que vale nisso tudo é que eu realmente te amo, mesmo em silêncio público e dissertação privada. Tudo bem, isso é o de sempre. Sonhar em silêncio para que a alegoria não destrua a boa realidade que eu possa vir a perder.
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