A chuva caía.
Não encontrava de forma alguma qualquer tipo de resposta. A saídas se alagavam e eu ficava cada vez mais ilhado, sem caminho. Até que a chuva parou.
No que a chuva parou, saí da minha "ilha". Observei o céu, estava azul. Limpo, pela primeira vez em tanto tempo, mas não tinha sol. Mas e daí? O céu estava azul, estava claro, de alguma forma.
Mas a falta de sol incomodava. Chegou a aparecer alguma fonte de luz, mas não era suficiente - continuei andando. No que andava, outra coisa parecida com um sol eu vi - ainda não era. Então lembrei de pistas que estavam dentro de mim o tempo todo: encontrei o sol.
Mas ele não podia brilhar pra mim. Porém, inconscientemente, o fiz brilhar. E esse brilho me encantou de tal forma que maravilhou meus olhos e inundou minha mente de cenários perfeitos. Cenários perfeitos tão bloqueados quanto os melhores carros em jogo de corrida.
No que sorria, sabia: está errado. No que pensava, sabia: poderia estar certo. No que perfurava minha alma, não sabia: quando seria? E, seria?
Apesar da dúvida, da insanidade que cobria o arrependimento, o sol estava ali. Bonito, deixando a vida mais bonita. E a resposta vinha no mesmo lugar.
E o sol era único. É único.
No comments:
Post a Comment