Às vezes eu me pergunto se eu ainda sei escrever sobre amor. Sei lá é a resposta automática. Quando eu venho escrever, recebo um “não” como resposta final. Mas aí eu me pergunto: isso não seria falta de inspiração? Falta de um modelo específico, pra abrir a minha mente para derramar um monte de palavras doces sobre uma página? Seria. Mas talvez a inspiração tenha voltado. De um jeito tímido, quem sabe?
Sua aparição constante em minha mente - e também em minhas músicas - me deixam outra pergunta: o quanto estaria eu querendo você perto de mim? Me respondo rápido: muito. Esse muito cria uma saudade deveras relevante de você. E o que seria essa saudade? Fruto de uma paixão? Seria. A cada momento que te tenho de volta, sinto o quanto eu quero você perto de mim
.
Essa profundidade que vem acontecendo é como uma escavação. Cada vez que penso em você, mais alguns metros para baixo - aprofundando e aprofundando. Cada vez que recebo um abraço seu, o sentimento se torna mais profundo. E eu vou dizer: eu não me preocupo com o quão fundo isso vai. Mas eu me pergunto: isso é seguro? Resposta rápida: não. Isso vale a pena? Não sei. Mas eu sei que você vale, isso já seria suficiente? Seria.
Entre tantas perguntas e tantos futuros-do-pretérito, eu sei que é bem simples ver como eu me sinto perto de você; o que eu penso sobre você. Você é tão genial, tão bonita, seja por dentro ou por fora. Tão agradável. É como a brisa do mar. Fico imaginando o quão eu seria (mais) feliz se seu lugar fosse em meus braços. E quem sabe um dia não seja, não é?
Segurar a sua mão é como se a minha mente e a minha alma parassem de uma vez. Talvez pra sentir você e sentir a mim. Acabo virando uma confusão em silêncio. Em silêncio, apesar do tanto que eu consigo sentir. É uma matemática complexa de resultado simples: você me deixa com uma felicidade fora do comum. Com isso se mistura o que a minha mente reproduz: um tsunami emocional causado por coisas que eu não digo (e não posso dizer). Em meu silêncio, levo todo o bem que você me faz e todas as perguntas a mais, e você nem sabe.
Às vezes eu me pergunto: pra onde vai levar esse meu amor por você?
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