Às vezes eu me pergunto se eu ainda sei escrever sobre amor. Sei lá é a resposta automática. Quando eu venho escrever, recebo um “não” como resposta final. Mas aí eu me pergunto: isso não seria falta de inspiração? Falta de um modelo específico, pra abrir a minha mente para derramar um monte de palavras doces sobre uma página? Seria. Mas talvez a inspiração tenha voltado. De um jeito tímido, quem sabe?
Sua aparição constante em minha mente - e também em minhas músicas - me deixam outra pergunta: o quanto estaria eu querendo você perto de mim? Me respondo rápido: muito. Esse muito cria uma saudade deveras relevante de você. E o que seria essa saudade? Fruto de uma paixão? Seria. A cada momento que te tenho de volta, sinto o quanto eu quero você perto de mim
.
Essa profundidade que vem acontecendo é como uma escavação. Cada vez que penso em você, mais alguns metros para baixo - aprofundando e aprofundando. Cada vez que recebo um abraço seu, o sentimento se torna mais profundo. E eu vou dizer: eu não me preocupo com o quão fundo isso vai. Mas eu me pergunto: isso é seguro? Resposta rápida: não. Isso vale a pena? Não sei. Mas eu sei que você vale, isso já seria suficiente? Seria.
Entre tantas perguntas e tantos futuros-do-pretérito, eu sei que é bem simples ver como eu me sinto perto de você; o que eu penso sobre você. Você é tão genial, tão bonita, seja por dentro ou por fora. Tão agradável. É como a brisa do mar. Fico imaginando o quão eu seria (mais) feliz se seu lugar fosse em meus braços. E quem sabe um dia não seja, não é?
Segurar a sua mão é como se a minha mente e a minha alma parassem de uma vez. Talvez pra sentir você e sentir a mim. Acabo virando uma confusão em silêncio. Em silêncio, apesar do tanto que eu consigo sentir. É uma matemática complexa de resultado simples: você me deixa com uma felicidade fora do comum. Com isso se mistura o que a minha mente reproduz: um tsunami emocional causado por coisas que eu não digo (e não posso dizer). Em meu silêncio, levo todo o bem que você me faz e todas as perguntas a mais, e você nem sabe.
Às vezes eu me pergunto: pra onde vai levar esse meu amor por você?
Monday, July 30, 2012
Thursday, July 26, 2012
Delusion
Aquela sensação de decepção com a vida.
De ser um pedágio.
De não ser nada.
De um belo "sei lá", também.
Que bosta.
Doesn't matter. Game's not over.
De ser um pedágio.
De não ser nada.
De um belo "sei lá", também.
Que bosta.
Doesn't matter. Game's not over.
Wednesday, July 25, 2012
Sun In The Dustland
A chuva caía.
Não encontrava de forma alguma qualquer tipo de resposta. A saídas se alagavam e eu ficava cada vez mais ilhado, sem caminho. Até que a chuva parou.
No que a chuva parou, saí da minha "ilha". Observei o céu, estava azul. Limpo, pela primeira vez em tanto tempo, mas não tinha sol. Mas e daí? O céu estava azul, estava claro, de alguma forma.
Mas a falta de sol incomodava. Chegou a aparecer alguma fonte de luz, mas não era suficiente - continuei andando. No que andava, outra coisa parecida com um sol eu vi - ainda não era. Então lembrei de pistas que estavam dentro de mim o tempo todo: encontrei o sol.
Mas ele não podia brilhar pra mim. Porém, inconscientemente, o fiz brilhar. E esse brilho me encantou de tal forma que maravilhou meus olhos e inundou minha mente de cenários perfeitos. Cenários perfeitos tão bloqueados quanto os melhores carros em jogo de corrida.
No que sorria, sabia: está errado. No que pensava, sabia: poderia estar certo. No que perfurava minha alma, não sabia: quando seria? E, seria?
Apesar da dúvida, da insanidade que cobria o arrependimento, o sol estava ali. Bonito, deixando a vida mais bonita. E a resposta vinha no mesmo lugar.
E o sol era único. É único.
Não encontrava de forma alguma qualquer tipo de resposta. A saídas se alagavam e eu ficava cada vez mais ilhado, sem caminho. Até que a chuva parou.
No que a chuva parou, saí da minha "ilha". Observei o céu, estava azul. Limpo, pela primeira vez em tanto tempo, mas não tinha sol. Mas e daí? O céu estava azul, estava claro, de alguma forma.
Mas a falta de sol incomodava. Chegou a aparecer alguma fonte de luz, mas não era suficiente - continuei andando. No que andava, outra coisa parecida com um sol eu vi - ainda não era. Então lembrei de pistas que estavam dentro de mim o tempo todo: encontrei o sol.
Mas ele não podia brilhar pra mim. Porém, inconscientemente, o fiz brilhar. E esse brilho me encantou de tal forma que maravilhou meus olhos e inundou minha mente de cenários perfeitos. Cenários perfeitos tão bloqueados quanto os melhores carros em jogo de corrida.
No que sorria, sabia: está errado. No que pensava, sabia: poderia estar certo. No que perfurava minha alma, não sabia: quando seria? E, seria?
Apesar da dúvida, da insanidade que cobria o arrependimento, o sol estava ali. Bonito, deixando a vida mais bonita. E a resposta vinha no mesmo lugar.
E o sol era único. É único.
Thursday, July 12, 2012
The Over In The Strain
O que eu preciso fazer:
Opinar menos;
Fazer mais amigos;
Reclamar menos;
Esquecer como certos relacionamentos já foram;
A vida é um eterno perde e ganha: num dia a gente perde, no outro a gente apanha, meu caro.
Opinar menos;
- Ninguém quer saber o que você pensa sobre futebol, trens ou física.
- Muita gente não tá nem aí pro pouco que elas veem você falar, pra que se preocupar em falar ainda mais?
Fazer mais amigos;
- Conhece a escola inteira, mas vive andando sozinho no colégio.
Reclamar menos;
- Ainda menos do que o atual.
Esquecer como certos relacionamentos já foram;
- Se hoje tem gente que mal fala com você, é questão lógica que você não faz diferença.
A vida é um eterno perde e ganha: num dia a gente perde, no outro a gente apanha, meu caro.
Saturday, July 07, 2012
Shot Myself In The Foot
Já faz um certo tempo, mas eu não consigo esquecer.
Tanta coisa aconteceu, algumas coisas se repetiram, mas depois tudo acabou. Parece que o era verdade, realmente, ficou. Mas acho que quando eu deveria ter certeza, eu não tive. Quando eu deveria ter controlado, eu não controlei, e eis que me perdi por inteiro. Deixei a intromissão me levar
Never should've listened to the serpent, I mean. Agora assisto o que eu perdi de forma desesperadora, porém, há a forma tranquilizadora que mostra que tudo ficou bem pra você. Tudo bem. O que vale é a sua felicidade. Mas eu não nego que eu sonho, às vezes, que ela fosse, mesmo, minha. É um fragmento inevitável do "egoísmo", e, por vezes, eu nem chamo assim. O amor demonstra seu lado de posse, por isso não se pode considerar egoísmo o tempo todo. E, aliás, apesar de eu ter sido chamado de egoísta tantas vezes, eu sei que eu não sou. Eu sei que eu larguei muita coisa pra fazer outra, porque eu achei que estava certo. Mas não, eu vejo todos os dias que eu estava errado. Eu me mato todos os dias por esse erro. Por ter deixado isso acontecer. E agora, depois de tanto tempo, eu não posso fazer mais nada além de olhar em seus olhos e tremer até o último pedaço da minha alma. E, quando eu olho e penso no que poderia ter sido, eu tenho o desejo de me enfiar em um buraco e sair no dia em que eu poderia ter mudado tudo; porém, para meu desespero, isso é impossível. Eu só posso manter as coisas na lembrança. Eu só posso manter os textos nas palavras. E o que foi, não parece ter volta. Só uma coisa ficou. E é essa coisa que me corrói a cada instante.
Mas é isso. Fica tudo preso na minha mente e tudo preso no meu coração. Fica tudo preso em símbolos simples. O símbolo mais fácil de ver por aqui.
No final, fica uma vida que não aconteceu presa dentro de mim. Sempre me corroendo.
Tanta coisa aconteceu, algumas coisas se repetiram, mas depois tudo acabou. Parece que o era verdade, realmente, ficou. Mas acho que quando eu deveria ter certeza, eu não tive. Quando eu deveria ter controlado, eu não controlei, e eis que me perdi por inteiro. Deixei a intromissão me levar
Never should've listened to the serpent, I mean. Agora assisto o que eu perdi de forma desesperadora, porém, há a forma tranquilizadora que mostra que tudo ficou bem pra você. Tudo bem. O que vale é a sua felicidade. Mas eu não nego que eu sonho, às vezes, que ela fosse, mesmo, minha. É um fragmento inevitável do "egoísmo", e, por vezes, eu nem chamo assim. O amor demonstra seu lado de posse, por isso não se pode considerar egoísmo o tempo todo. E, aliás, apesar de eu ter sido chamado de egoísta tantas vezes, eu sei que eu não sou. Eu sei que eu larguei muita coisa pra fazer outra, porque eu achei que estava certo. Mas não, eu vejo todos os dias que eu estava errado. Eu me mato todos os dias por esse erro. Por ter deixado isso acontecer. E agora, depois de tanto tempo, eu não posso fazer mais nada além de olhar em seus olhos e tremer até o último pedaço da minha alma. E, quando eu olho e penso no que poderia ter sido, eu tenho o desejo de me enfiar em um buraco e sair no dia em que eu poderia ter mudado tudo; porém, para meu desespero, isso é impossível. Eu só posso manter as coisas na lembrança. Eu só posso manter os textos nas palavras. E o que foi, não parece ter volta. Só uma coisa ficou. E é essa coisa que me corrói a cada instante.
Mas é isso. Fica tudo preso na minha mente e tudo preso no meu coração. Fica tudo preso em símbolos simples. O símbolo mais fácil de ver por aqui.
No final, fica uma vida que não aconteceu presa dentro de mim. Sempre me corroendo.
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