Tuesday, March 27, 2012

Meia-noite

Que dor que ficou.
Ouvindo a chuva que vem marcar o dia.
Sentindo a dor que lembra letargia.
A cura, aqui estou,
olhe pra cá, em meus olhos
profundos, intensos
com um pedido tão imenso
ou imensurável.

Daqui, lugar nenhum
lugar-comum
não importa.
Só mais um - um nada.
E essa dor,
sensação,
destruição.
Sem lugar, só o olhar
de esperança desesperada
para um lugar.

Foi tudo,
e é, vai ser
e o que será?
A dor que ficou
dirá que se acabou?
Meia-noite, meia-luz
quarto escuro de poemas crus.
Espero deitado em uma noite de tormenta
imaginando para onde vai toda essa dor
que minha luz enfrenta.
A respiração que falta a mim
foi a dor que roubou, simples assim.

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