A noite mal termina, estou aqui. A lua não apareceu, e, por ora, nem o sol. Nada de brilho, apenas os postes de luz e carros mandam luz para ruas tão escuras.
Tão escuras e vazias, em pouco tempo irão lotar de gente. Pessoas vazias, pessoas cheias; as que escondem um mundo sob seu corpo físico, que não vêem o sol há anos.
O sol ainda não apareceu e seu céu faz desenhos em vermelho, de maneira tão incógnita. É uma amizade entre a noite sem luz e o início de manhã sem brilho. Se mostra como uma noite de céu cinza-azulado.
Tão sem vida, sem conexão com os belos desenhos de casinhas simples e famílias felizes, com um sol sorrindo no canto superior da folha. Pura inocência, que de forma tão obscura, se apaga. Talvez, o desenho do dia se mostre mais amigável com a noite, sem estrelas, sem lua.
O que levou a lua e o sol embora não quer devolver essas duas coisas tão bonitas. Deve ser por isso: são lindas demais. Porém, no canto direito da folha tem uma estrela imperfeita que brilha.
Não entendo seu brilho estranho, nunca entendi. Mas deixo lá, brilhando, é o que se mostra bonito nessa noite - ou dia - tão quieto... O vazio sai às ruas.
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