Saturday, February 11, 2012

Shitty Dark Night

Eu me preocupei e você nem ligou pra isso.
Não deu um sinal de vida, não demonstrou se importar que eu existi hoje.
Tudo bem, isso não é o mais importante, mas eu quis saber sobre você.
Quis saber se você tava bem, quis saber se algo de errado tinha acontecido.
Se tivesse acontecido algo de certo, queria saber também.
Mas sei lá, hoje eu não existi pra você.
Talvez eu não exista por diversas vezes, quem sabe?
Tudo bem, também. Só quero saber de você.
Acordo e vejo que você passou direto por mim e tem algo errado.
Por ora, não posso fazer nada, você já sumiu. Agora, meu corpo parece estar quase explodindo.
Eu me preocupo muito, sempre me preocupei.
Talvez eu sufoque, talvez eu queira muito saber como você tá.
E o silêncio é um corte profundo que eu recebo
a cada dia em que eu não sei o quão forte pode estar chovendo.

Tuesday, February 07, 2012

Sigma II

E aí em qualquer horário do dia eu me pergunto: o que eu tô fazendo aqui, cara? Por que eu não tô num banco de parque com ela, com o vento batendo em nossos rostos e algumas folhas de árvore caindo na gente? Por que eu estou aqui, no meio de um terminal lotado cheio de gente esquisita que vai pros mais diversos lugares da cidade ou não? Sei lá. Não gosto de ficar muito tempo sem ela. Uma semana sem ela é como dois anos em sete dias. Não gosto, quero ela aqui, e agora.

Sunday, February 05, 2012

Sigma

There's no good in looking back on yesterday and wondering what could have happened then.

Thursday, February 02, 2012

Avoiding Overheat

Bom, sei lá, boa noite.

Acho que esse post vai ser diferente, talvez pelo modo que eu o escreva... é que eu queria falar um pouco. Não aconteceu nada de ruim, nada de especial. Só venho me sentindo um pouco estranho há alguns dias - cinco, pra ser preciso. Essa estranheza que me cerca vem da junção de algumas coisas. Preciso ser óbvio e dizer que o que mais ocupa o que eu penso é a minha namorada?

É, é. Ela não fez nada, na verdade. O que me incomoda é que ela não me conta as coisas. Parece que eu a vejo vindo com um escudo na minha direção toda vez que eu tento saber o que acontece. Não vejo como um erro ela agir dessa forma, mas mexe comigo. Sou o namorado dela, alguém que a ama muito. Alguém que precisa saber como ela está. Não gosto de "me mostrar", mas eu sempre sei quando ela não está bem - ao menos psicológicamente. A resposta que recebo, sempre que eu pergunto, é a clássica "não foi nada, tá tudo bem". Não, não é essa a resposta que eu quero receber. Quero respostas claras, quero objetividade (não espero que ela me conte de forma organizada e lógica, se ela me contar de forma confusa e desordenada também pode ser). Sou assim com ela, o que eu faço (ou, o que sou) de errado para que haja sempre uma névoa encobrindo o caminho da realidade? Me importo com ela de modo verdadeiro, e apesar de eu ser uma pessoa fria (que tem a incapacidade de chorar com Marley & Eu, ficar triste ouvindo música ou de ficar assustado ao ver uma tentativa de suicídio), eu tenho uma capacidade enorme de abrir exceções e me importar intensamente com o que ela pensa e sente - como ela está. É como o trecho de duas músicas, um diz: "Just tell me where you are, tell me how you feel; tell what you need, just tell me how you feel", e o outro: "I wanna know how the fuck you feel" - é isso. Eu quero saber, eu me preocupo. E quanto mais eu não sei, mais eu tenho medo.

Outra coisa que tem feito com que eu me sentisse um pouco estranho é em relação ao meu jeito antissocial. Parece que eu não sei me comunicar, sinto como se eu apenas soubesse escrever. Não consigo responder as pessoas sem ser com um simples "rsrs" habitual, na maioria das vezes - pelo menos nos casos das pessoas menos próximas. Só sei me comunicar com pessoas próximas, pessoas que eu conheço bem, como os meus pais, a Mafê, o Doninha, o Rafa, o Pedro... outras pessoas que um dia já tive proximidade grande também, mas não vem ao caso citá-las. Parece que só sei me comunicar bêbado. É, eu fico engraçado, eu fico sociável, eu converso, eu xingo - de brincadeira - os meus não-tão-amigos assim, e tudo bem. Por que é tão difícil ser assim quando eu estou sóbrio? Por que eu não sou como o meu pai, que em cinco minutos falou com mais gente na fila do System Of A Down do que eu e a Mariana juntos em mais de seis horas?

E ainda tem mais coisa que faz com que eu me sinta estranho. Minha altura, por exemplo. Detesto, com todas as minhas forças. Me dá mais ódio ainda quando vejo pessoas mais altas que eu, porém mais novas. Por que tem que ser assim? Por que todos são altos e eu não? Isso é chato, sabe? E se eu precisar defender a minha namorada, eu vou fazer o quê? Andar armado? Quero crescer mais do que eu quero me mudar desse bairro que eu tanto odeio. É mais importante pra mim do que passar de ano. Nota para a vida: não quero repetir de ano só pra aprender a medir prioridades, porque eu as entendo bem. Mas crescer me deixaria mais feliz do que passar de ano, e eu vou - obviamente - brigar pelas duas coisas.

Tenho mais coisa pra falar, claro. Mas, quem sabe falo delas outra hora? Não sei, não importa agora. Falei um pouco do que vinha rondando a minha cabeça. Ela é mais cheia do que imagino, mas até que controlo-a bem.