Wednesday, August 31, 2011
E042
Eu pago com a minha vida por morar nessa desgraça de extremo sul.
Tuesday, August 30, 2011
Sunday, August 28, 2011
Saturday, August 27, 2011
Behind the dust
Parece que estou sozinho em todos os lugares. As coisas estão tão mudadas, as palavras não são mais as mesmas. A relação trem-trilho e pneu-rua-ônibus marcam o meu desgaste. Os cadernos, cheios de fórmulas, de traços, de garranchos por culpa de um dedo machucado, são coisas padrões e silenciosas. Um metro e meio, quatrocentos e setenta e sete quilometros. Um texto de cento e dois caracteres para uma pessoa. A resposta com cinquenta e três, duas horas e meia depois. Oi.; oi!; oi!; - fim.
São sete horas e vinte e três minutos. Adiou a sua salvação para o dia - o dia acabou. As palavras rabiscadas na folha passam a ser mortas, esperando pelo próximo dia, ou só a sua cama para dormir; sair dali tá ótimo. Pouco a pouco você vai perdendo o que tinha. São novos contatos, são novos ladrões, e você fica largado ali na cadeira mais distante. "Para sempre" - para sempre o quê? Distância e derrota, escuridão e silêncio? O silêncio é trocado por um som que adentra apenas o seu ouvido.
As mais de cento e quarenta batidas por minuto sincronizam com a velocidade dos pensamentos. Paranoia, estranhamento. A sensação de que existem demônios, escuridão e mal estão procurando um espaço aberto para atacar. A memória acorda. Sua mente começa a conversa. "Onde você está se sentindo bem, meu filho? O que é que você acha que perdeu?"; "Tá vendo a felicidade dela? Tá vendo a felicidade deles? Eu vejo a sua, também. E a dela? Sabe bem de todas as pessoas que eu falei por trás desses pronomes, não sabe?" - não deveria responder, mas sempre responde. Nada, nem ninguém, devem ficar sem resposta. Mas isso te confunde e te silencia cada vez mais, te prende na sua intolerância, no seu medo.
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, como disse Heráclito. Tudo em sua constante mudança, que em maioria, se passa despercebida. Muitas vezes, também, a mudança é irrelevante, que dá até pra chamar de igual. Mas reações abruptas existem, e por vezes, todas resolvem se manifestar. O "para sempre" sempre termina, o "nunca mais" nunca se cumpre. Seus labirintos possuem paredes altas, impossíveis de escalar. Labirintos são desagradáveis. Se sente em um? Ou então, se sente fora de qualquer proridade? É, é. Tão longe, não importa o quão perto? Peraí, está invertido. Está certo? Pode ser, nada é imutável, isso muda também.
Sonhos também são mutáveis, e são mais fáceis de lidar quando não existe sequer um deles. Ou existem, e estão sentados cada um em uma cadeira... cada cadeira posicionada tão distante quanto a que você senta, todos os dias, depois das sete horas da manhã, ou a cadeira em que se senta dentro de sua mente, inquieta, perturbada.
Wednesday, August 24, 2011
E038
Tuesday, August 23, 2011
Monday, August 22, 2011
Saturday, August 20, 2011
What's the point?
E031
Wednesday, August 17, 2011
Tuesday, August 16, 2011
E027
I hate living so far away from everyone.
Saturday, August 13, 2011
E026
E025
So prepare for the future - I
Joguei todas as minhas idéias de curso na faculdade em uma caixa. Administração, Publicidade e Jornalismo. Procurei por outra caixa, uma que possuia todos os cursos existentes. Pensei seriamente em um curso em especial, e gostei da ideia. O engraçado é que não tem nada a ver com os três que joguei na minha caixa.
Depois, parei pra pensar na minha falta de vontade em relação ao Ensino Superior e ao trabalho em um escritório. Para com esses sonhos esportivos e musicais, Daniel. Meu maior sonho de jogar futebol já foi pro ralo. Tenho quase 16 anos, não dá mais tempo. Pensei em mexer com música também, ser um DJ de Hardcore. Esquece. Então decidi que vou estudar mais, e então ganhar a vida graças à isso.
Pensei, então, em tentar uma grande universidade. Por que não tentar a USP e ter algo tão grande no curriculum? Por que não pegar um foguete em direção à vitória? E depois, que tal uma pós-graduação? Fechar com chave-de-ouro, e depois ter um salário-de-ouro. E fazendo o que eu potencialmente gostaria. Seria outra parte aberta da minha vida que seria muito bem fechada.
Tenho mais quinze meses pra decidir o que quero fazer. Em dezembro do ano que vem já preciso estar decidido. Pelo menos uma decisão eu já tomei: não quero estudar no interior, não aguento cidade pequena e sem movimento. Amo a minha verdadeira metrópole, a cidade de São Paulo. A partir daqui, me preparo para a minha vida.
"So prepare for the future", né?
Thursday, August 11, 2011
Wednesday, August 10, 2011
Sunday, August 07, 2011
Saturday, August 06, 2011
The Strongest Who Survived
Feliz sou onde estou, é o que penso, é o que sinto. Quem é que vai me provar o contrário? Alguém? Quem? Ninguém. Isso vai além das opiniões e pressentimentos. Eu lutei para estar aqui, eu sofri nessa luta, eu caí nas batalhas pra aprender a vencer a guerra. Boa sorte pra quem quiser tentar provar o contrário, porque vai fracassar de qualquer forma.
Por que eu lutei tanto? Simples. Coisa valiosa não pode ser descartada. Ainda mais algo que tem um brilho tão intenso. Quiseram apagar a chama, mas a cada assopro e balde d'água, a chama se intensificava e crescia. Ninguém pode derrubar um colosso com a mão, e nem um arranha-céu com pedaços de giz.
Rabisquei o meu caderno e marquei os dias negros. Joguei o caderno no meio da bagunça e o esqueci. Eu esqueci, então não quero que qualquer ser-humano dessa Terra o abra, arranque uma folha e coloque na minha frente. Meu nome não é museu, portanto, me deixem longe do que se foi.
Aqui, eu, ela, nós. Mais ninguém, sem interferência. Um abraço, um laço, dois passos em frente. Não vou parar de andar. Não soltarei minha mão da mão dela. O caminho é nosso, e é infinito. Deus nos deu a luz que ninguém vai tirar, e eu agradeço todos os dias por isso.
Meu amor, eu nunca vi um tempo tão bonito depois de uma tempestade.