Saturday, October 29, 2011

Between The Chaos and Nothingness

Toda a minha vida girou em torno de uma coisa só neste ano. Novembro se aproxima e nenhuma claridade se anuncia. Entrei num buraco que eu não consigo alcançar a saída, e ao tentar sair de alguma outra forma, fiz a terra desmoronar sobre mim, e agora não sei mais por onde eu saio.

Importa? Não importa? Tanto faz. Me perdi tentando me encontrar. Não achei nada, a não ser um grande declínio em tudo aquilo que eu era. Me foquei demais na mesma coisa e todo o resto ficou desfocado. Agora tenho que enxergar tudo de novo em pouco tempo. O tempo corre e não vai esperar por mim.

O planeta gira assim como aquela sala, toda enigmática, como as coisas que estavam na minha cabeça. No meu coração, toda a poeira e todos os pedaços daquele castelo que construí com o maior carinho. Todo o silêncio e toda a névoa que ali preponderava aterrorizava qualquer coisa que tentasse ali entrar. O fogo se foi, assim como todas as flores de todos os jardins, e quão belos eram todos aqueles jardins. Aquele aroma das mais belas flores eram propriedade privada. Bem dito, eram. Hoje elas nem existem mais. Nada existe.

O cheiro de queimado e toda a sujeira espalhada pelo chão traz o cenário menos interessante para qualquer coisa. É tão atípico deixar um lugar que fora tão bonito outrora de uma forma tão deplorável. Mas se nada ganhou com um lugar bonito, então não faz diferença o jeito em que está. A faca que perfura a pele e perfura a mente não muda nada em relação a frieza de todo o local. Qual a vantagem de cuidar de um lugar que nunca se mantém vivo? Um lugar que ninguém quer cuidar? Nenhuma.

O seu mundo não faz sentindo nenhum, os seus planos fracassaram, tudo terminou do jeito mais difícil. O único jeito de sair do buraco que já se fechou é forçar a terra pra cima, com a ajuda de algo que a molhe. A chuva, quem sabe. A chuva para lavar o chão de todas as cinzas e toda a sujeira do chão. A chuva para lavar a alma. A chuva para amolecer a terra que prende. E, quem sabe, alguém para cuidar dos novos jardins que virão.

And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all that I'll be.

Wednesday, October 26, 2011

Earthquake Lost In Logic

E toda essa diferença é estranha
Essa mentalidade não é usual
É um novo dia
Ninguém esperou por esse novo dia

"Novo", não tão novo
Já foi visto
E todas as coisas que a sua mente diz
Fazem sentido de forma devastadora

Para que não haja sentido
Não haja nem isso, nem aquilo
Para que haja vontade
Para que não haja alguma coisa

Nem sentido pra isso
Nem lógica pra aquilo
O preenchimento está no lugar errado
Ou no lugar certo
Ou não há preenchimento

Mas há falta
Muita falta
E nem se imagina a reposição
Porque é inimaginável.

Saturday, October 22, 2011

Once I Hold On

Todos os dias acordo e levo o peso daquela sensação de estar incompleto. Aquela raiva, também. Não sei se é claro pra todo mundo, não sei nem se é claro, que eu tenho raiva da situação. Tenho raiva dos fatos. Acho que muitos deles foram injustos, talvez um exagero da vida em querer "ensinar" derrubando. Ultimamente, mal tenho palavras, tanto pras pessoas, quanto pra mim. Acho que preciso sair de casa um dia e deixar o meu coração e a minha mente dentro da gaveta. Não quero que nenhuma memória ou nenhum pensamento me persiga. Já foi assim ontem, e antes, e antes-de-antes... não, não quero.

Agora me diz, por que as coisas ficaram tão difíceis? Não ganho nada com uma mente que se perde o tempo todo no passado, com as coisas boas e também com as ruins. Mas também não sei quais são as piores. As boas me colocam no desespero, as ruins me afogam no ódio de viver. O que foi que eu fiz comigo, o quê? Só queria poder viver uma felicidade, quieto, em paz - mas essa felicidade, compartilhada, e eu não preciso ser mais óbvio do que isso.

Outra coisa, também não estou preocupado com a beleza desse texto. Sei lá, só queria falar um pouco, sem saber se eu organizei as palavras ou não. Ah, vou falar uma coisa pra vocês: consegui sonhar de novo esses dias, mas já passou, não durou muito. Meu sonho me desesperou e eu fiz o que eu não deveria, e, outra vez, só tenho nuvens negras aqui. Queria poder acreditar. Queria a minha paz, que é melhor não citar aqui.

Meu ânimo tem sido algo raro. Acho que sei qual foi o último momento em que eu realmente me senti bem. Depois, não mais. Tanto faz, também. Não muda nada reclamar, não muda nada querer, não muda nada sonhar. Nem agir, é, nem agir mudou. O que eu faço, então? Quero fugir daqui, não aguento mais essa raiva das coisas que aconteceram, não aguento mais a saudade das coisas maravilhosas que me aconteceram, não aguento mais estar incompleto.

Por que, por que, por quê? É complexo demais. Por que é dessa forma? Por que é tão difícil? Por que aceitar é tão caro? Por que se permitir é tão absurdo? Por quê?

Por favor meu Deus, melhora a minha vida, eu não sei mais como fazer isso.

"Open up your arms and save my life
I know I'll never go home again
I need a little more but I will take what I can get
I promise you everything... everything
Just don't forget me in the end"

Thursday, October 20, 2011

Totally Wasted

Então eu não consegui
Não tive controle das minhas palavras
Nem das boas, nem das ruins
Concluí, então, que o problema é inconclusivo
Porque eu tentei, de todas as maneiras
Diante de todas as temporadas
Entre os sorrisos, os desesperos, as agonias e as dores
Entre o verão, o outono, o inverno e a primavera
Mas não, não, as portas se fecharam
E esta sala escura e vazia, esta, esta é a minha

Não tenho medo
Porém não tenho esperança
Tenho coragem
Mas meu cansaço não descansa
O tempo não espera
Não esperou a mim
E também não esperarei que o tempo mude
Porque a história se repete, sempre
Nas mesmas linhas frias e vazias
Cheias de um terror chamado desesperança
E eu não sei o que fazer aqui

Porque o futuro, bem, o futuro
não é mais como era antigamente.

Sunday, October 16, 2011

What I Could

Eu poderia dizer como era lindo
Eu poderia dizer que te amo
Eu poderia dizer que sinto a sua falta
Eu poderia dizer que as coisas estão sem sentido
Eu poderia dizer tanta coisa
Eu poderia, poderia sim
Mas não passaria de um loop ridículo "te quero-volta pra mim"
Aonde seu "não" me daria ódio de viver por ter que reconstruir tudo
E também por nunca ter ouvido um pedido igual, ou ao menos para que eu ficasse
Então eu cansei
Cansei do meu ridículo
Cansei de acreditar;
de ter que reconstruir;
de ter que esperar;
de ter que mudar;
Concluo, então, que eu não poderia
Sem resultado, eu não poderia
Mas eu poderia uma coisa:
Ficar quieto.

Saturday, October 15, 2011

Monday, October 10, 2011

Förlorad

We have followed different ways, but, I still remember that I wanted to follow the same way you followed. And, well, I don't know if I'll ever forget that.


Life is made by choices, isn't it?

Thursday, October 06, 2011

E066

Quem diz que é ótimo ser solteiro: me expliquem isso de uma maneira convincente, por favor.

Tuesday, October 04, 2011

E065

Se isso estiver mesmo acontecendo, é realmente muito irônico e engraçado.
Não é ruim, mas é bom tomar cuidado, sempre.

Saturday, October 01, 2011

Every nothing.

Pensei em escrever, só pra não variar nada. Mas tive que variar, já que as palavras resolveram se embolar em um trânsito caótico dentro da minha cabeça. Mas talvez não tenha trânsito nenhum, talvez não tenha nada.